Veja as restrições que Mauro Cid terá que cumprir após retirada de tornozeleira

Mauro Cid em audiência no STF | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Mauro Cid em audiência no STF | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, teve a tornozeleira eletrônica retirada nesta segunda-feira (3). A remoção ocorreu após audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a participação de Cid na trama golpista.

Diferente dos outros condenados, a defesa de Cid não apresentou recursos contra a sentença. Os outros réus do núcleo 1 ainda aguardam a análise dos recursos apresentados.

Na sessão desta segunda, conduzida por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, Cid recebeu as orientações que deverá seguir para cumprir a pena de dois anos em regime aberto. A decisão ocorre poucos dias depois de Moraes determinar o início da execução da sentença. O tenente-coronel, no entanto, não será preso devido ao acordo de delação premiada.

Entre as medidas restritivas impostas ao tenente-coronel estão a obrigação de permanecer em Brasília, o recolhimento domiciliar das 20h às 6h e o confinamento integral nos fins de semana. Cid também está proibido de portar armas, usar redes sociais e manter contato com outros investigados.

Como parte dos benefícios da colaboração, além da retirada da tornozeleira, Cid terá os bens desbloqueados e poderá contar com proteção da Polícia Federal para fazer a sua segurança e de familiares.

Em setembro, a Primeira Turma do STF decidiu, por 4 votos a 1, condenar Cid, Bolsonaro e outros cinco acusados por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o parlamentar Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, que foi condenado por três desses crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Deputado federal em exercício, ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e respondia somente a três dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os recursos de Bolsonaro e dos demais condenados começarão a ser julgados pela Primeira Turma do STF no dia 7 de novembro.

Quem são os oito condenados do núcleo 1

  1. Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  2. Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  3. Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  4. Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  5. Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  6. Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  7. Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022;
  8. Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

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