Veranico mantém calor intenso e baixa umidade em várias regiões do Brasil

Veranico deve atingir várias regiões do Brasil até 19 de agosto, com calor de quase 40°C, baixa umidade e maior risco de queimadas.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Reprodução/Climatempo

Um período de veranico está passando pelo Brasil, o sistema começou no dia 12 de agosto e deve se estender até a próxima quarta-feira (19).

O veranico é um período de pelo menos 5 dias quentes consecutivos, com temperaturas muito acima do normal, mas que ocorrem dentro do outono ou do inverno. No veranico, as tardes ficam muito quentes e secas, mas as madrugadas, em geral, são relativamente frescas.

Segundo a Climatempo, a combinação entre temperaturas elevadas, vários dias com pouca ou nenhuma chuva e baixos índices de umidade relativa do ar segue favorecendo o aumento e a atenção para queimadas e incêndios em uma extensa faixa do Brasil nos próximos dias.

As condições mais secas abrangem principalmente o Centro-Oeste, o interior do Sudeste e do Nordeste e parte da Região Norte. Em muitas dessas áreas, a umidade relativa do ar deve permanecer entre 20% e 30%, podendo atingir valores entre 12% e 20% nos períodos mais críticos.

Previsão

De acordo com a Climatempo as previsões para o final de semana divergem entre as regiões do país, mas todas estaram submetidas a um aumento nas temperaturas máximas.

O Centro-Oeste está entre as regiões que exigem maior atenção. Uma massa de ar quente e seco mantém o predomínio de sol e dificulta a formação de chuva em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e em grande parte de Mato Grosso do Sul.

A circulação de ventos de norte e noroeste também contribui para transportar ar mais quente para a região, reforçando a elevação das temperaturas. Em algumas áreas, os termômetros podem ficar entre 3°C e 5°C acima da média climatológica, e as máximas podem se aproximar dos 40°C em Mato Grosso durante o fim de semana.

Ao mesmo tempo, a umidade cai significativamente. Entre Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o norte e leste de Mato Grosso do Sul, há áreas com previsão de índices entre 12% e 20%.

No Sudeste, a passagem de uma frente fria provoca chuva e ameniza as temperaturas principalmente na faixa leste entre sexta-feira e sábado. No interior o cenário permanece bastante diferente.

O norte, oeste e noroeste de São Paulo e o Triângulo Mineiro continuam com temperaturas elevadas e baixa umidade. No Triângulo, os índices podem atingir valores entre 12% e 20%.

No domingo, com a redução das instabilidades em São Paulo, o calor volta a ganhar destaque principalmente no oeste e noroeste paulista. No interior de Minas Gerais, especialmente no Triângulo, o tempo também continua quente e seco.

Assim, mesmo com a passagem da frente fria no oceano, ela não será suficiente para interromper o padrão de tempo seco em todo o interior da região.

Na Região Norte, é importante separar as áreas mais úmidas daquelas que permanecem sob forte influência do ar seco. Roraima e setores do Amazonas ainda registram pancadas de chuva, enquanto o Tocantins e o sul do Pará permanecem com pouca chuva, calor e baixos índices de umidade.

No sábado, a situação ganha destaque principalmente no interior e oeste do Tocantins, onde os valores podem variar entre 12% e 20%.

No Nordeste, a atenção se concentra no interior. Oeste da Bahia, sul do Maranhão, Piauí e outras áreas afastadas da costa continuam com predomínio de sol e temperaturas elevadas. No oeste baiano, a umidade também pode atingir a faixa entre 12% e 20% durante o fim de semana.

Riscos de incêndio

O risco não aumenta apenas porque está há vários dias sem chover. Ainda segundo a Climatempo, a elevação das temperaturas também contribui para deixar a vegetação e outros materiais disponíveis na superfície mais ressecados.

Quando esse cenário ocorre junto com baixos índices de umidade do ar, a vegetação perde umidade com maior facilidade e fica mais suscetível à combustão. Caso um foco seja iniciado, o fogo encontra condições mais favoráveis para se espalhar.

A presença de vento pode agravar ainda mais a situação em determinados momentos, aumentando a velocidade de propagação das chamas e dificultando o controle de incêndios.

Por isso, o tempo favorável à queimadas não significa que o fogo surgirá espontaneamente. As condições meteorológicas aumentam a facilidade de início e, principalmente, de propagação de um incêndio caso exista uma fonte de ignição.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS