A Espanha é bicampeã do mundo. Em uma final marcada pelo equilíbrio e por muita tensão, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e voltou a levantar a taça da Copa do Mundo 16 anos após o título conquistado na África do Sul, em 2010.
A equipe comandada por Luis de la Fuente dominou a maior parte da decisão, criou as melhores oportunidades, após a Argentina atuar com um jogador a menos desde os acréscimos do tempo regulamentar.
Depois de um empate sem gols nos 90 minutos, a Espanha manteve a pressão na prorrogação e quase abriu o placar ainda no primeiro tempo do tempo extra.
A equipe chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado após a arbitragem marcar falta de Mikel Merino sobre Nicolás Otamendi na origem da jogada, decisão que gerou reclamações dos espanhóis. Pouco depois, Ferran Torres também desperdiçou uma boa oportunidade dentro da área, mantendo o placar zerado.
A insistência espanhola foi recompensada aos 106 minutos. Em uma jogada trabalhada pelo lado esquerdo, Nico Williams recebeu na área e escorou de cabeça para Ferran Torres, que apareceu livre para finalizar e marcar o gol que decidiu a final. O atacante balançou as redes e colocou a Espanha em vantagem no momento mais importante da partida.
Mesmo em desvantagem no placar e com um jogador a menos após a expulsão de Enzo Fernández, a Argentina tentou reagir nos minutos finais da prorrogação.
A equipe de Lionel Scaloni adiantou suas linhas em busca do empate que levaria a decisão para os pênaltis, mas encontrou dificuldades para furar a defesa espanhola. Do outro lado, a Espanha ainda teve um segundo gol anulado por impedimento de Ferran Torres e administrou a vantagem até o apito final.
Com a vitória, a Espanha conquistou o segundo título mundial de sua história, repetindo o feito de 2010 e encerrando a campanha de forma invicta.
A derrota na final também impediu Lionel Messi de realizar outro feito histórico.
O camisa 10 argentino passou sem fazer gols contra a Espanha e encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com 21 gols em Mundiais.
Com isso, Kylian Mbappé, que marcou duas vezes na disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, terminou o torneio com 22 gols em Copas do Mundo e se isolou como o maior artilheiro da história da competição.
O argentino entrou na decisão com a chance de retomar a liderança, mas não conseguiu balançar as redes em sua provável despedida dos Mundiais


