A Paraíba registrou um aumento de 27,12% no número de casos de violações de direitos humanos contra mulheres no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e abrangem ocorrências como maus-tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas e outras violações de direitos.
Entre janeiro e junho de 2025, o estado contabilizou 2.857 casos. No mesmo período de 2026, o número subiu para 3.632 registros. Desse total, foram contabilizados 445 protocolos de denúncias efetivados. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, um protocolo pode reunir uma ou mais denúncias registradas pelos usuários da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Os dados mais recentes, atualizados em 13 de julho de 2026, apontam que a Paraíba soma 3.670 casos registrados até o momento neste ano.
Na capital, João Pessoa, foram registrados 1.192 casos no primeiro semestre de 2026. O número representa um aumento de 48,62% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 802 casos. Até a atualização mais recente do painel, a cidade acumulava 1.211 registros em 2026.
De acordo com a especialista em Direito Penal, Ma. Lianne Macedo Soares, trazer esses números à tona, além de discutir o problema, tem como objetivo buscar soluções e principalmente, oferecer redes de apoio às mulheres.
“Falar de violências de qualquer natureza desperta o debate social e as inquietações das pessoas em geral também contribui para que os órgãos competentes responsáveis por esse contexto realizem ações e criem medidas cada vez mais efetivas contra esses crimes. Além disso, é uma forma de as mulheres encontrarem acolhimento e denunciar os casos de violência”, analisa.
Como pedir ajuda
Segundo a especialista, mulheres em situação de risco podem recorrer aos seguintes canais:
- Ligar para o 190, da Polícia Militar. Em situações de perigo, uma alternativa é conversar com o atendente como se estivesse fazendo um pedido de delivery, para indicar a necessidade de socorro;
- Registrar denúncias na Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180;
- Procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou outra unidade policial para registrar a ocorrência e buscar orientação.
Mais informações sobre os canais de denúncia e atendimento podem ser consultadas no portal oficial do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.


