Faleceu no domingo (8) o médico Rui Noronha Sacramento, de 75 anos, um dos condenados no chamado Caso Kalume, que revelou um suposto esquema de tráfico de órgãos em Taubaté na década de 1980.
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Rui foi condenado, junto aos médicos Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e Mariano Fiore Júnior, pelo homicídio doloso de quatro pacientes. O trio foi sentenciado em 2011 a 17 anos de prisão, pena posteriormente reduzida para 15 anos. Eles recorriam em liberdade.
Com a morte de Rui Sacramento, dois dos três médicos envolvidos no caso já faleceram. Pedro Henrique Torrecillas morreu em outubro do ano passado, aos 70 anos. Já Roosevelt de Sá Kalume, o médico que denunciou o suposto esquema, faleceu em janeiro deste ano.
Após a notoriedade do escândalo, foi aberto inquérito policial para investigação, que durou 10 anos. Quatro médicos foram responsabilizados pelas mortes de quatro pacientes.
Na época, os réus integravam o corpo médico do então Hospital Santa Isabel de Clínicas, que atualmente é o Hospital Regional de Taubaté.

O caso foi a júri popular em outubro de 2011, que resultou na condenação dos três médicos a 17 anos de prisão. Por não apresentarem antecedentes criminais, os três médicos condenados puderam responder ao processo em liberdade e, em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação, mas reduziu a pena para 15 anos.
Em novembro do ano passado, a Justiça determinou a prisão imediata dos três médicos. A decisão foi assinada pelo juiz Flavio de Oliveira César, da Vara do Júri Infância e Juventude de Taubaté.



