O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a engenheira Lúbia Augusta Quaresma Giampa a 23 anos, 5 meses e 15 dias de prisão em regime fechado por envolvimento direto no sequestro do próprio namorado, ocorrido em novembro de 2024, em São José dos Campos. Segundo a sentença, a mulher planejou o crime com o objetivo de extorquir a vítima.
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De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil, a engenheira agiu em conjunto com Marcus Vinicius Marcondes Garello, que também foi condenado, e com outros dois suspeitos ainda não identificados. O plano da quadrilha incluía roubar os bens da vítima e forçá-la a realizar transferências bancárias via PIX. Desse valor, R$ 70 mil seriam repassados para Lúbia, como pagamento por sua participação no crime. A ação foi interrompida após a vítima conseguir fugir do cativeiro.
Na decisão publicada em 20 de maio deste ano, a juíza Naira Blanco Machado, da 3ª Vara Criminal de São José dos Campos, apontou que havia “provas fartas” da participação dos réus nos crimes de roubo e tentativa de extorsão. A magistrada destacou que os acusados agiram de forma coordenada e que havia um local previamente definido para servir como cativeiro.
O crime, segundo a denúncia, foi cometido após uma emboscada planejada por Lúbia. Ela teria atraído o namorado ao local alegando que o carro havia quebrado. Quando ele chegou, foi rendido pelos comparsas. A vítima foi mantida em cárcere dentro de um veículo, mas conseguiu escapar antes que as transferências bancárias fossem realizadas, o que impediu a conclusão do crime.
A juíza também rejeitou qualquer tentativa de justificar a ação de Lúbia por conflitos no relacionamento, como traições ou agressões. Para ela, a engenheira agiu com plena consciência da ilegalidade de seus atos e com o objetivo de obter vantagem financeira. A magistrada ainda destacou que a possibilidade de vingança não diminui a gravidade da conduta, e sim a agrava.
Marcus Vinicius Marcondes Garello, apontado como cúmplice de Lúbia, foi condenado a 13 anos, 10 meses e 19 dias de prisão, também em regime fechado. Ambos permanecem presos desde o fim do ano passado e não poderão recorrer em liberdade.
As investigações continuam para identificar os outros dois suspeitos de integrarem a quadrilha.
O Portal THMais procurou as defesas dos condenados. Em nota, a defesa de Marcus disse que “reitera seu respeito ao Poder Judiciário, mas discorda da condenação imposta”. Veja o posicionamento completo:
“Desde o início, Marcus sustentou sua inocência, o que é corroborado pelo fato de não ter sido reconhecido por nenhuma das vítimas, tampouco pela corré. A defesa entende que a condenação não se sustenta diante da fragilidade probatória e já está adotando as medidas cabíveis para reverter a decisão nas instâncias superiores. Confiamos que a Justiça prevalecerá”.
A reportagem aguardo o envio do posicionamento de Lúbia e atualizará o texto assim que receber.



