O dia 19 de agosto foi escolhido para celebrar o Dia Mundial da Fotografia. A data foi escolhida em homenagem à invenção do daguerreótipo, o antecessor das câmeras fotográficas.
Foi em 19 de agosto de 1839 que a Academia Francesa de Ciências anunciava mundialmente a nova invenção.
Este aparelho foi desenvolvido pelo francês Louis Daguerre (1787-1851), em 1837, graças aos estudos de Joseph Niépce (1765-1833), que havia criado a héliographie alguns anos antes.
Em 1839 também foi inventado o calótipo, um outro sistema de captura de imagens, criado por William Fox Talbot (1800-1877). Por causa dessas invenções, 1839 se consagrou como o Ano da Invenção da Fotografia.
No Brasil o dia 8 de janeiro é celebrado como o Dia do Fotógrafo.
‘Meu sonho é realizado quando vejo a alegria das pessoas que fotografei’
Guto Stancatti é fotógrafo desde 1995, quando criança sonhava em ser paraquedista e foi através da realização desse sonho que sua história se cruzou com a fotografia.
De acordo com o fotógrafo, para se tornar paraquedista profissional existem várias modalidades, entre elas fazer vídeos e fotos dos saltos das pessoas.
“Em campeonato, como o juíz não consegue avaliar muito bem do chão, o cameraman, o fotógrafo de salto, ele é o olho do juíz. Então para o juíz avaliar o campeonato, eu tenho que ser um câmera do time e levar as imagens da queda livre para o juíz analisar o que eles fizeram e na queda livre tem algumas obrigações que precisa cumprir”, conta Guto.
Foi através do paraquedismo que Guto começou a se especializar em fotografia para esporte. “Eu peguei gosto da profissão. Achei que era bem interessante guardar as memórias para as pessoas ou eternizar esses momentos, que são únicos. A fotografia chega a congelar um momento, enquanto o vídeo registra várias momentos ao mesmo tempo, e a foto tem que ser muito precisa, aquele momento é muito especial para a pessoa. Isso que me traz o prazer de fazer fotografia”.
Com pouco tempo para registrar uma queda livre e em alta velocidade, cerca de 200 km/h, o fotográfo precisava saber como se aproximar da pessoa, se afastar e escolher os melhores angulos para uma boa foto: “tudo isso eu tinha que fazer modificando meu corpo, para eu descer um pouco mais rápido, ou um pouco mais devagar, em realação ao outro paraquedista, né. Nesse caso, eu tinha 40 segundos para fotografar, enquadrar, afastar para mostra dimenssão”.



Apesar de não praticar mais o paraquedismo, Guto segue registrando momentos marcantes para as pessoas, hoje como fotógrafo de eventos e produtos. “Meu sonho é realizado quando vejo a alegria das pessoas que fotografei”.
Ele conta que um dos ensaios mais marcantes de sua história, foi poder fotografar o nascimento de sua neta.
“Eu espero que meus registros durem por muitos anos e que muitas pessoas possam se inspirar em começar na fotografia. O meu legado é deixar nas memórias das pessoas os meus valores éticos e profissionais”, afirma Guto.






