Justiça aceita denúncia e torna réus nove presos por rebelião que deixou dois mortos em penitenciária de Potim

Segundo as investigações, o motim começou após duas visitantes terem a entrada barrada na penitenciária por suspeita de portar objetos proibidos.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Dois detentos morrem durante motim com refém na Penitenciária de Potim
Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus nove detentos acusados de participar da rebelião na Penitenciária I de Potim, ocorrida entre os dias 20 e 21 de junho deste ano. A decisão, assinada pela juíza Rita de Cássia da Silva Junqueira Magalhães, da 1ª Vara de Aparecida, recebeu a acusação e determinou a citação dos investigados para apresentação de defesa.

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Os réus vão responder, em tese, por motim de presos, cárcere privado, dois homicídios qualificados consumados e quatro tentativas de homicídio qualificado, além de outros crimes. Conforme a denúncia, durante a rebelião, 14 mulheres e uma criança que estavam na unidade para visita foram mantidas contra a vontade e utilizadas como “escudo humano”. Dois detentos morreram e outros quatro ficaram feridos.

Segundo as investigações, o motim começou após duas visitantes terem a entrada barrada na penitenciária por suspeita de portar objetos proibidos. O Ministério Público sustenta que presos ligados às mulheres iniciaram a rebelião, ameaçando servidores e internos.

Na decisão, a magistrada também determinou a realização dos interrogatórios por videoconferência e requisitou laudos periciais, imagens de câmeras corporais e de segurança da unidade, além de informações sobre eventual atuação de organização criminosa citada na investigação. O processo segue em tramitação na Justiça.

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