Justiça decreta prisão preventiva de suspeito pela morte de motorista de ônibus encontrada morta em São José dos Campos

Investigação aponta histórico de violência doméstica, descumprimento de medidas protetivas e tentativa de fuga após o crime

Foto: Reprodução

A Justiça decretou a prisão preventiva de um homem investigado pela morte da motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, encontrada morta dentro de casa no bairro Majestic, na zona leste de São José dos Campos.

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Na decisão, o juiz destacou a gravidade do crime e afirmou que a prisão é necessária para garantir a ordem pública, a instrução do processo e a aplicação da lei penal. Segundo o magistrado, há indícios de que o homicídio ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

O corpo de Thalita foi encontrado no dia 4 de maio, dentro da residência onde morava. De acordo com a Polícia Militar, a casa estava trancada e os agentes precisaram arrombar a porta para entrar. A vítima foi localizada enrolada em um cobertor, com sinais de sangue ao redor e em estado de decomposição.

Conforme a decisão judicial, o histórico do relacionamento entre a vítima e o investigado inclui episódios anteriores de agressão. Um dos casos teria resultado na fratura de um dedo de Thalita. Também foi citado um relato da própria vítima, registrado em áudio, segundo o qual o suspeito teria a acordado durante a madrugada segurando uma faca e afirmando que poderia “fazer uma merda”.

O magistrado destacou ainda que, na data do crime, havia medidas protetivas de urgência em vigor em favor da vítima e contra o investigado.

Outro ponto considerado pela Justiça foi a conduta do suspeito após os fatos. Segundo a investigação, ele deixou o local, passou por cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, descartou a arma utilizada no crime e o celular da vítima, além de abandonar o carro dela em outro estado. Para o juiz, as ações demonstram uma tentativa de evitar a responsabilização criminal.

Na mesma decisão, a Justiça acolheu um pedido do Ministério Público para fixação de indenização mínima de R$ 50 mil aos sucessores da vítima, valor que será analisado no decorrer do processo.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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