Justiça mantém apreensão de adolescente suspeito de matar homem em quarto de hotel, em João Pessoa

Com a decisão, o adolescente poderá permanecer apreendido por até 45 dias, período previsto para a internação provisória.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A Justiça da Paraíba manteve a apreensão provisória do adolescente de 17 anos que confessou ter matado Washington Rodrigo, de 33 anos, dentro de um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. A decisão foi tomada após audiência realizada nesta quarta-feira (29).

Com a decisão, o adolescente poderá permanecer apreendido por até 45 dias, período previsto para a internação provisória. Segundo a defesa, caso não haja uma sentença dentro desse prazo, o jovem deverá ser colocado em liberdade.

Também ficou definido durante a audiência que a Polícia Civil da Paraíba terá até 10 dias para concluir o inquérito e encaminhar o procedimento ao Poder Judiciário.

Após o encerramento da investigação, o Ministério Público deverá analisar o caso e decidir sobre a representação contra o adolescente. Na sequência, será realizada uma audiência de apresentação perante a autoridade judicial.

O processo ainda prevê uma audiência de instrução, etapa em que testemunhas serão ouvidas e as provas reunidas durante a investigação serão analisadas.

Caso seja determinada uma internação definitiva, o adolescente deverá passar por reavaliações periódicas obrigatórias, realizadas a cada três a seis meses. Nessas avaliações, são produzidos pareceres técnico e jurídico que servem de base para a análise da manutenção ou alteração da medida.

Adolescente relatou ter se sentido ameaçado

Segundo o delegado Diego Garcia, responsável pela investigação, o adolescente relatou que conheceu Washington Rodrigo por meio de um site de relacionamentos.

Conforme o depoimento apresentado pela Polícia Civil, após o encontro, o jovem teria se sentido intimidado pela vítima. O adolescente afirmou aos investigadores que Washington teria supostamente fotografado parte do encontro íntimo entre os dois.

Ainda segundo a versão apresentada pelo delegado, o adolescente teria utilizado uma réplica de arma de fogo do tipo airsoft para obrigar a vítima a fornecer a senha do celular e verificar se havia mensagens ou fotografias relacionadas ao encontro.

A Polícia Civil informou que, posteriormente, o adolescente teria utilizado o cabo de um secador de cabelo do hotel para estrangular Washington Rodrigo. Conforme o relato atribuído ao investigado, a intenção seria apenas deixar a vítima desacordada para conseguir deixar o quarto.

Exame confirmou que suspeito tem 17 anos

A idade do adolescente foi confirmada por meio de um exame de papiloscopia realizado pelo Instituto Médico Legal (IML).

A identificação ocorreu a partir da análise das impressões digitais do jovem, que foram comparadas com dados disponíveis no banco de informações do Rio Grande do Norte, estado onde ele nasceu.

Anteriormente, o adolescente também havia sido submetido a um exame de arcada dentária, mas o resultado foi considerado inconclusivo.

Relembre o caso

Washington Rodrigo, de 33 anos, foi encontrado morto na sexta-feira (24), dentro de um quarto de hotel localizado na orla de Manaíra, em João Pessoa.

Segundo a Polícia Civil, o corpo estava sobre a cama, com as mãos amarradas, um fio enrolado no pescoço e um pano na boca.

A investigação aponta ainda que o adolescente teria utilizado um nome falso para realizar a hospedagem e deixado o estabelecimento sem registrar a saída.

O caso é investigado pela Delegacia da Infância e da Juventude de João Pessoa.

Familiares contaram que Washington trabalhava como motorista autônomo e havia informado à mãe que faria uma corrida para Pipa, no Rio Grande do Norte, antes de desaparecer.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS