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Pessoas em áreas de risco quadruplicam em Cabedelo nos últimos 12 anos

Levantamento do Serviço Geológico do Brasil aponta 1,7 mil moradores em nove áreas com risco alto de inundação e erosão

Pessoas em áreas de risco quadruplicam em Cabedelo nos últimos 12 anos
Foto: Divulgação

Mais de 1,7 mil pessoas vivem hoje em áreas de risco geológico alto em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. O número quadruplicou em comparação a 2013, segundo levantamento do Serviço Geológico do Brasil realizado entre julho e agosto de 2025.

O estudo identificou nove áreas de risco associadas a processos de inundação e erosão. O município soma cerca de 66,5 mil habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O mapeamento aponta aproximadamente 430 imóveis situados nessas áreas. A maior concentração aparece na Avenida Max Zagel e na Rua Cleto Campelo, além de registros na Via Litorânea, no Beco da Galeria e nas ruas Severino Luís de França e Maurício de Alencar Cavalcante.

Em 2013, o Serviço Geológico do Brasil identificou 100 domicílios e cerca de 400 pessoas em apenas uma área de risco. O crescimento acompanha o avanço da erosão costeira e a expansão da ocupação urbana irregular no município. O relatório destaca que a cidade registrou aumento no número de residências durante a última década. “Em muitos desses casos, a ocupação ocorreu de maneira irregular, o que contribuiu para a ampliação das áreas de risco”, aponta o documento.

O Serviço Geológico do Brasil recomenda medidas para reduzir os riscos existentes. Entre as ações sugeridas estão a realocação de moradores em períodos de chuvas e ressacas, além de estudos de dinâmica costeira e reforço na fiscalização urbana. O órgão também orienta a proibição de construções em áreas protegidas por lei, a instalação de sistemas de alerta e a elaboração de planos de contingência para situações de emergência.

Os mapeamentos auxiliam o poder público na definição de critérios para aplicação de recursos em obras de prevenção e resposta a desastres. Os estudos também subsidiam políticas habitacionais e de saneamento, com impacto direto na redução de vulnerabilidades sociais. Cabedelo conta ainda com a Cartografia de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações. O instrumento indica a probabilidade de ocorrência desses eventos no território municipal.

Na Paraíba, o Serviço Geológico do Brasil já realizou mapeamentos em 40 municípios. Os estudos identificaram cerca de 65 mil pessoas em 192 áreas classificadas como de risco alto ou muito alto. João Pessoa lidera o número de áreas mapeadas, com 64 registros. Bayeux aparece em seguida, com 20, enquanto Mamanguape e Campina Grande somam 11 cada, além das nove áreas identificadas em Cabedelo.

As publicações integram o planejamento anual do Serviço Geológico do Brasil e o Plano Plurianual 2024–2027 do governo federal. O órgão já produziu cartografias de risco para mais de 1,8 mil municípios brasileiros.

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