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Lei inclui Margarida Maria Alves no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que confere a Margarida Maria Alves, líder sindical paraibana, um lugar de destaque no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A decisão, que reconhece Margarida como símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores rurais do Brasil, foi oficializada nesta quinta-feira (17) por meio da publicação no Diário Oficial da União.

A inclusão de Margarida Maria Alves, que foi assassinada em 1983 na porta de sua residência por sua atuação em prol dos direitos dos camponeses, é um passo significativo para o reconhecimento de sua trajetória de luta e resistência. Ela também empresta seu nome à notável Marcha das Margaridas, o maior evento de movimentos sociais de mulheres do país.

A aprovação da lei ocorreu no Senado Federal na última terça-feira (15) e é uma homenagem que celebra o legado da líder sindical nas ligas camponesas e na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais do Brasil.

A iniciativa de conceder essa honraria partiu da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), que apresentou a proposta na Câmara dos Deputados. Já no Senado, a Comissão de Educação e Cultura teve o senador Paulo Paim (PT-RS) como relator. A aprovação ocorreu durante a Marcha das Margaridas, evento que marca a memória e o compromisso da líder sindical, e também reivindica justiça, equidade e harmonia no campo e nas cidades. O assassinato de Margarida completou 40 anos no último sábado (12).

A trajetória de Margarida Maria Alves é marcada por sua atuação firme e corajosa. Natural de Alagoa Grande, no Brejo da Paraíba, ela se tornou a primeira mulher a ocupar a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande. Durante seus 12 anos à frente da entidade, ela lutou incansavelmente pela garantia dos direitos dos trabalhadores rurais, buscando condições de trabalho mais dignas, como a assinatura de carteiras de trabalho, férias, 13º salário e jornada de trabalho de 8 horas diárias.

Margarida emergiu como um ícone de resistência contra a violência no campo, defendendo ardorosamente a reforma agrária e a erradicação da exploração enfrentada pelos trabalhadores rurais.

Seu legado é exaltado por seu filho, José de Arimateia: “Minha mãe foi única em suas ações como um ser humano limitado, mas sempre que posso, testemunho sua luta por onde passo. É crucial lembrar a batalha que essa guerreira trilhou e à qual sucumbiu, através do Movimento de Mulheres e dos Movimentos Sociais”, destacou.

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