Michelle Ramalho, presidente da FPF Imagem: Portal T5
Em
entrevista ao Portal T5, a presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF) falou sobre o momento atual em meio a paralisação do
futebol no país, consequência
da
pandemia do novo coronavírus. A
última vez que a bola rolou no estado foi no dia 18 de março, no
empate em 1 a 1 entre Botafogo-PB e Sousa, pelo Campeonato Paraibano.
As
declarações
de Michelle – que é a única mulher
presidente
entre
as
federações do país – ganha ainda mais destaque após a
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) encaminhar ao Governo
Federal um protocolo médico que tem como objetivo estabelecer normas
e ações para o retorno do futebol no país.
Com
atividades voltadas para a articulação em meio a um eminente
retorno, Michelle garantiu o
término do campeonato paraibano dentro de campo. “O que eu posso
afirmar
é que passado tudo isso, o estadual voltará e a
possível data é de pelo menos 15 dias após as autoridades
sanitárias e responsáveis garantirem a segurança do desporto. É
uma decisão de todo colegiado”, disse.
Na
Paraíba, a pandemia do novo coronavírus já faz 76 vítimas fatais
e pelo
menos 1169
pessoas foram infectadas pelo
coronavírus.Os dados são da Secretaria de Saúde do Estado (SES-PB) e foram divulgados neste sábado (2).
“O
maior jogo é salvar a vida das pessoas”, exclamou
Michelle. Na
última semana, houve uma videoconferência da CBF com as federações
e a instituição se mostrou preocupada quanto ao financiamento de
testes para detectar a covid-19 em atletas e envolvidos na logística dos eventos esportivos.
“É
um período muito difícil
pra todos os setores.
Há
desdobramentos diretos para o
futebol
da Paraíba
e do mundo.
Se
voltarmos, será tudo de forma gradativa. Vamos conversar bastante.
Tudo vai depender dos fatores externos”, atenuou.
Questionada
sobre o momento de protagonismo que tem exercido – como, por
exemplo, sendo a primeira representante de uma federação no país a
confirmar o encerramento do estadual dentro de campo – Michelle
respondeu que
trata-se de uma visão importante no tocante a diversificação do
papel feminino nas mais infinitas áreas da
sociedade.
“Sei que represento a visão
feminina
dentro do futebol e
hoje temos
um desafio cujo
objetivo não
foi alcançado”.
“O campeonato deve voltar, mas em primeiro lugar está garantir a segurança dos envolvidos”, finalizou.
