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“Vai ter pobre fazendo pobrice”: Leia as mensagens que motivaram o pedido de cassação contra Rodini

Jornalismo do TH+ Portal teve acesso exclusivo ao documento, que será lido na primeira Sessão Ordinária do ano

"Meme" de Rodini sendo questionado pelo ex-assessor | Foto: Arquivo TH+ Portal

O jornalismo do TH+ Portal teve acesso exclusivo ao Protocolo que pede a abertura de processo de cassação contra o vereador André Rodini (Novo) por mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp do próprio gabinete do político, sob acusação de “quebra de decoro parlamentar”.

O documento deu entrada no legislativo na tarde desta quinta-feira (15) e será lido na primeira Sessão Ordinária do ano. Na mesma Sessão, o plenário deliberará, por meio de votação, sobre a admissibilidade da denúncia e a eventual instalação da Comissão Processante.

Caso a abertura da Comissão Processante seja aprovada, seus membros serão definidos por sorteio.

“A Câmara reforça que todo o trâmite seguirá rigorosamente o que determina a legislação vigente, assegurando o devido processo legal, o direito à ampla defesa e a transparência dos atos parlamentares”, diz trecho de nota enviada ao jornalismo do TH+ Portal.

Registrado sob o Protocolo Geral nº 27.510/2026, o documento leva o nome de um ex-assessor do próprio vereador, identificado como Alexandre Meirelles Nogueira – que atuou no gabinete entre novembro de 2022 e outubro de 2025.

Segundo acusado no texto, “o episódio central desta denúncia teve início no dia 26 de setembro de 2025, em comunicação realizada via grupo de mensagens do gabinete no aplicativo WhatsApp”.

A conversa exposta no Protocolo envolve a realização do evento “Aniversário de 125 anos do Mercadão da Cidade” e a distribuição de bolo comemorativo aos munícipes, conforme exposto.

Durante a troca de mensagens sobre o tema, após ser alertado sobre a importância de se fazer presente na celebração pelo próprio assessor, Rodini responde a recomendação com a pergunta: “Vai ter pobre fazendo pobrice pegando bolo com balde?”.

Acusação de quebra de decoro parlamentar | Foto: Arquivo TH+ Portal

“O Decoro Parlamentar exige que o agente político mantenha, na vida pública e privada, conduta compatível com a dignidade do mandato. Discursos de ódio, discriminação de classe ou injúria contra a população configuram abuso das prerrogativas asseguradas aos membros do Poder Legislativo. Logo, não tolera que um Vereador utilize seu mandato para humilhar cidadãos com base em sua condição social”, aponta a acusação do Protocolo.

O documento também apresenta uma conversa particular entre Rodini e o ex-assessor. No chat, também realizado via WhatsApp, o vereador afirma a exoneração do próprio acusador.

Conversa particular entre Rodini e o ex-assessor | Foto: Arquivo TH+ Portal

Segundo exposto, “a demissão não se deu por critérios técnicos, mas sim como punição pessoal por ter confrontado a conduta aporofóbica do parlamentar, soando como resposta direta a postura ética de não silenciar diante do preconceito”.

Parte do Protocolo | Foto: Arquivo TH+ Portal

O documento é finalizado com pedidos de “instauração imediata de Processo Disciplinar para apuração da conduta do Vereador André Rodini, garantindo-lhe o contraditório e a ampla defesa”; “aplicação das sanções disciplinares cabíveis previstas no Regimento Interno e na Lei Orgânica do Município”.

Indagado pelo jornalismo do TH+ Portal, o vereador Rodini justifica a conduta como um “meme de internet”. Leia a posição na íntegra:

“Deu entrada no conselho de Ética uma averiguação de conduta da minha parte por um même de internet que corriqueiramente usamos aqui no gabinete, um espelho de uma página da Internet, como se fosse uma posição minha, o que não procede. É sem base e acredito que seja um fato isolado e oportunista em ano eleitoral”.

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