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Yalorixá resgata saberes da Umbanda econecta tradição às novas gerações

Em A Menina que Via Iemanjá, Katia Vaz Perez Alves Bacariça entrelaça memória familiar a histórias sobre Orixás e fundamentos da fé afro-brasileira

Foto: Reprodução

Nem toda herança se mede em bens materiais: algumas permanecem na fé, na memória e na ancestralidade. É desse legado que nasce A Menina que Via Iemanjá, obra da Yalorixá Katia Vaz Perez Alves Bacariça, que inaugura a Série Marina. O projeto presta homenagem à avó da autora, que inspira seu nome e simboliza a continuidade dessa tradição.

Na obra, Katia compartilha ensinamentos da Umbanda e raízes espirituais que atravessam gerações.

Ao longo das páginas, a escritora apresenta a origem dos Orixás, seus domínios e influências na vida cotidiana. Oxalá, Iemanjá, Xangô, Ogum, Oxum, Iansã e Exu surgem não apenas como divindades cultuadas, mas também como referências simbólicas ligadas à justiça, coragem, equilíbrio, amor, movimento

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e sabedoria.

Outro eixo importante do livro está na contextualização histórica da Umbanda como expressão do sincretismo brasileiro, resultado do encontro entre tradições africanas, indígenas e europeias. Paralelamente ao conteúdo
litúrgico, a publicação também celebra a linhagem familiar de Kátia e a trajetória do terreiro Reino de Iemanjá e Nanã, que, por mais de seis décadas, foi comandado pela avó da autora, a Marina.

“Compreender as marcas que os Orixás deixam em nossa essência é nos aproximar da nossa verdade mais profunda e do propósito que viemos cumprir nesta existência. É caminhar com mais clareza, aceitação e sentido”. (A
Menina que Via Iemanjá, p.19).

Outras figuras centrais dessa história também ganham espaço, como o avô Waldemar, fundador do espaço, e Jane, mãe da escritora, descrita como presença essencial na condução dos trabalhos religiosos. Hoje, Katia segue à
frente desse legado ao lado da irmã Débora. O livro ainda reúne relatos reais de superação e convivência comunitária, reforçando a Umbanda como espaço de escuta, solidariedade e esperança.

Através de testemunhos afetivos, A Menina que Via Iemanjá amplia o acesso à compreensão sobre a religião e mostra como fé e pertencimento podem atravessar gerações e seguir iluminando caminhos no presente.

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