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05 composições de Erasmo Carlos gravadas por Wanderléa

O dia 5 de junho é especial para a música brasileira: marca o aniversário de Erasmo Carlos e Wanderléa, dois dos maiores nomes da Jovem Guarda, movimento que revolucionou a cultura jovem no Brasil nos anos 1960. 

Muito mais do que contemporâneos, eles foram amigos, parceiros musicais e protagonistas de uma cena que misturou o rock’n’roll, a música romântica e a rebeldia de uma nova geração.

Neste artigo, vamos conhecer um pouco mais da trajetória de cada um e, ao final, destacar cinco composições de Erasmo Carlos que ganharam vida na voz marcante de Wanderléa.

Erasmo Carlos: o Tremendão da música brasileira

Erasmo Carlos é uma das maiores lendas da música brasileira | Foto: Divulgação/Reprodução

Conhecido como o “Tremendão”, Erasmo Carlos transitou com maestria entre a rebeldia do rock, a suavidade da canção romântica e a reflexão social. Sucessos como “Festa de Arromba”, “Sentado à Beira do Caminho” e “Mulher (Sexo Frágil)” marcaram sua carreira solo, que se estendeu por mais de seis décadas, até seu falecimento em novembro de 2022.

Erasmo nasceu no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1941. Sua trajetória artística começou ainda na adolescência, quando integrou o conjunto de rock The Snakes, e passou a se apresentar no famoso programa do Carlos Imperial. 

Nesta época, fez amizade com Roberto Carlos, integrante de outra banda. The Sputniks, ao lado de Tim Maia, que era amigo de infância de Erasmo, lá da Tijuca e que – inclusive – ensinou o Tremendão a tocar violão.

A amizade com Roberto Carlos rendeu uma das parcerias mais frutíferas da música brasileira: juntos, eles assinaram centenas de sucessos que moldaram o repertório da música popular brasileira.

Além disso, em 1965, por conta do estrondoso sucesso de Erasmo, Roberto e de uma cantora e compositora mineira que vivia no Rio de Janeiro desde a infância, e passou a ser parceira de gravadora de Roberto em 1963 – Wanderléa – os três foram convidados para apresentar o programa de televisão Jovem Guarda”, na TV Record, nas tardes de domingo.

A Jovem Guarda

Os apresentadores do Programa Jovem Guarda: Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Carlos | Imagem: TV Globo / Divulgação
Ícones da Jovem Guarda: Roberto Carlos, Wanderléa e Erasmo Carlos | Imagem: TV Globo / Divulgação

A partir daí, os três artistas e amigos tornam-se os grandes responsáveis pelo primeiro movimento musical do rock brasileiro e um dos maiores movimentos musicais e culturais de massa do país, que revolucionou o comportamento jovem brasileiro. 

O nome “Jovem Guarda” foi inspirado em uma frase do revolucionário russo Vladimir Lênin, que dizia: “O futuro pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada”. 

O programa “Jovem Guarda” tornou-se um fenômeno de audiência e mídia, assim como o movimento – que unia música, moda e comportamento, dando origem a uma nova linguagem musical e comportamental no país e arrastando multidões. 

A principal influência da “Jovem Guarda” era o rock’n roll do final da década de 50, principalmente Elvis e The Beatles, e o soul da Motown, famosa gravadora norte-americana. 

As músicas – em um primeiro momento – eram as versões em português de hits do rock estrangeiro e – mais tarde – os astros da “Jovem Guarda” passaram a lançar suas próprias canções, encabeçados pelos principais compositores do movimento – Erasmo Carlos e Roberto Carlos – e por uma das principais vozes do movimento: Wanderléa. As letras tinham temática amorosa e do universo jovem.

Todo o comportamento da juventude daquele período tinha referência na “Jovem Guarda” e seus astros: além da música, o modo de se vestir (calças colantes de duas cores em formato boca-de-sino, cintos e botas coloridas, mini saia com botas de cano alto); as gírias e as expressões como: “broto”, “carango”, “legal”, “coroa”, “barra limpa”, “lelé da cuca”, “mancada”, “pão”, “papo firme”, “maninha”, “pinta”, “pra frente” e “é uma brasa, mora?”. 

A estética da “Jovem Guarda” – que foi também responsável por introduzir a guitarra elétrica em canções brasileiras, assim como a “Tropicália –  teve grande influência em uma nova geração de artistas da música popular brasileira que veio depois.

Wanderléa: a Ternurinha da Jovem Guarda

Wanderléa foi uma das primeiras mulheres da cena rock no Brasil | Foto: Reprodução/Divulgação

Wanderléa nasceu em Governador Valadares (MG), também no dia 5 de junho, só que três anos depois de Erasmo Carlos, em 1944. Hoje, a cantora e compositora completa 81 anos de idade!

Desde criança, Wanderléa demonstrou interesse pela música e começou a carreira muito jovem, participando de programas de rádio e televisão. Sua consagração veio como uma das figuras centrais do programa “Jovem Guarda”, em 1965, como já contamos.

Apelidada carinhosamente de “Ternurinha”, Wanderléa se destacou como a musa do movimento, com sua imagem moderna e atitude empoderada — rompendo padrões para as mulheres na música popular. Sucessos como “Pare o Casamento”, “Prova de Fogo” e “Ternura” (algumas delas compostas por Erasmo, como veremos a seguir!) eternizaram sua voz e seu estilo .

Ao longo de sua carreira, Wanderléa consolidou-se como uma das maiores intérpretes do país, com dezenas de discos lançados e participações em importantes festivais. Sua importância vai além da música: ela se tornou um símbolo de liberdade e afirmação feminina no Brasil.

A amizade e a parceria musical entre Erasmo Carlos e Wanderléa

Wanderléa e Erasmo Carlos | Foto: Divulgação

Erasmo Carlos e Wanderléa compartilharam mais do que a data de nascimento: dividiram palcos, gravações e o sonho de construir uma música jovem e brasileira. Erasmo compôs várias canções que Wanderléa eternizou com sua voz marcante, consolidando um repertório que até hoje emociona fãs de todas as gerações.

A colaboração entre Erasmo e Wanderléa representa um capítulo fundamental da história da música brasileira. Eles não apenas ajudaram a consolidar a “Jovem Guarda” como movimento cultural, mas também abriram caminhos para gerações de artistas que vieram depois.

Neste dia em que celebramos a existência desses dois ícones, destacamos 05 composições de Erasmo Carlos que foram gravadas por Wanderléa, marcando a trajetória de ambos e a história da música brasileira.

05 composições de Erasmo Carlos gravadas por Wanderléa

  • 1. Prova de Fogo (1967)

Um dos maiores sucessos da carreira de Wanderléa, “Prova de Fogo” é uma balada romântica típica da “Jovem Guarda”, com letra e melodia assinadas por Erasmo Carlos. 

Lançada pela cantora em 1967, no seu quinto álbum – “Wanderlea” – a canção foi regravada diversas vezes pela Ternurinha, tornando-se um ícone de seu repertório.

Erasmo nunca gravou “Prova de Fogo”, tendo-a composto especialmente para a amiga.

  • 2. Mané João (parceria com Roberto Carlos, 1972)

Parceria entre Erasmo Carlos e Roberto Carlos, “Mané João” foi lançada pelo próprio Erasmo no seu álbum “Sonhos e Memórias – 1941-1972″, de 1972.

A gravação de Wanderléa veio dois anos depois, em 1974, em um compacto simples. Depois, em 1976, entrou para no álbum “A música de Roberto Carlos”, em que artistas diversos gravaram as composições do Rei, quase todas em parceria com Erasmo Carlos.

Wanderléa ainda gravou a canção diversas vezes ao longo de sua carreira.

  • 3. Você Vai Ser o Meu Escândalo (parceria com Roberto Carlos, 1969)

Mais uma parceria entre Roberto e Erasmo Carlos, “Você Vai Ser o Meu Escândalo” foi gravada primeiro pelo músico Lafayette – grande tecladista da Jovem Guarda – em 1969.

Wanderléa emprestou a sua voz para a canção quando gravou um compacto simples em 1970. Onze anos depois, a música entrou para o álbum “Wanderléa”, de 1981.

  • 4. Na Hora da Raiva (parceria com Roberto Carlos, 1981)

Para o mesmo disco de 1981, “Wanderléa”, entrou a canção inédita “Na Hora da Raiva”, também parceria de Erasmo e Roberto.  

Wanderléa regravou essa música várias vezes ao longo de sua carreira.

  • 5. Sentado à Beira do Caminho  (parceria com Roberto Carlos, 1969)

Grande clássico do cancioneiro de Roberto e Erasmo Carlos, a canção “Sentado à Beira do Caminho” foi lançada em compacto por Erasmo em 1969, e – no ano seguinte – entrou para o seu álbum “Erasmo Carlos e os Tremendões”. 

Quatro anos depois, no especial “Phono 73 – O Canto de um Povo” – que virou disco, da gravadora Polygram, Erasmo e Wanderléa subiram juntos ao palco para gravar a canção, em um dueto inesquecível.

Em 2003, Wanderléa incluiu a música em seu álbum “O Amor Sobreviverá”.

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