Ao longo de sua trajetória, a Novabrasil construiu uma programação dedicada aos grandes nomes da música brasileira. Muitos desses artistas atravessam gerações, influenciam novos músicos e continuam conquistando públicos de todas as idades.
A riqueza da MPB está não apenas em suas canções, mas também nas histórias de vida de seus artistas. Cada compositor, intérprete ou instrumentista ajudou a construir um patrimônio cultural que atravessa décadas e continua dialogando com o presente.
Na programação musical da Novabrasil, essas vozes seguem encontrando espaço diariamente, aproximando o público de diferentes épocas, estilos e regiões do país. Afinal, conhecer as curiosidades por trás de grandes nomes como Milton Nascimento, Elis Regina, Chico Buarque, Marisa Monte, Gilberto Gil, Djavan, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e Lenine é também celebrar a diversidade e a força da música brasileira
Reunimos abaixo dez curiosidades sobre ícones da MPB que fazem parte da identidade sonora da emissora.
1. Milton Nascimento quase foi jogador de futebol
Antes de se tornar um dos maiores compositores da música brasileira, Milton Nascimento sonhava em seguir carreira no futebol. Apaixonado pelo esporte desde criança, chegou a disputar campeonatos amadores em Minas Gerais.
A música, porém, falou mais alto. Com o lançamento de “Travessia”, em 1967, sua vida mudou completamente. A canção ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção e abriu caminho para uma carreira internacional que influenciou artistas como Paul Simon, Pat Metheny e Herbie Hancock.
Outro detalhe curioso é que Milton é considerado um dos artistas brasileiros mais respeitados fora do país, especialmente no universo do jazz.

2. Marisa Monte já estudou canto lírico na Itália
Muito antes de se tornar um dos principais nomes da MPB contemporânea, Marisa Monte estudou técnica vocal e canto lírico em Roma, onde viveu durante parte da juventude.
Essa formação clássica ajudou a construir uma das vozes mais precisas da música brasileira. Além da carreira solo, Marisa também foi peça fundamental na criação dos Tribalistas, ao lado de Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.
A cantora é conhecida pelo perfeccionismo. Costuma levar anos preparando novos discos, acompanhando de perto todas as etapas da produção, da gravação ao projeto gráfico.

3. Djavan criou palavras que entraram no imaginário dos fãs
Poucos compositores brincam tanto com a língua portuguesa quanto Djavan.
Ao longo da carreira, ele inventou expressões, combinou palavras pouco usuais e construiu versos que despertam diferentes interpretações. Muitas vezes, o próprio cantor evita explicar exatamente o significado das letras, preferindo que cada ouvinte encontre sua própria leitura.
Sua mistura de samba, jazz, pop e ritmos nordestinos tornou sua obra praticamente única dentro da música brasileira.

4. Chico Buarque começou a carreira escrevendo para festivais
Hoje reconhecido como um dos maiores compositores da língua portuguesa, Chico Buarque ganhou projeção nacional graças aos festivais da canção dos anos 1960.
“A Banda”, apresentada em 1966, dividiu o primeiro lugar do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record e transformou o jovem compositor em uma celebridade.
Além da música, Chico também construiu uma carreira sólida na literatura. É vencedor do Prêmio Camões, considerado a maior honraria da literatura em língua portuguesa.

5. Gilberto Gil já foi ministro da Cultura
A trajetória de Gilberto Gil vai muito além da música.
Entre 2003 e 2008, o artista ocupou o cargo de ministro da Cultura, promovendo políticas públicas voltadas para inclusão digital, preservação cultural e democratização do acesso às artes.
Mesmo durante o período no governo, Gil continuou compondo e realizando apresentações. Sua carreira ultrapassa seis décadas e reúne influências do samba, reggae, rock, baião, pop e música africana.

6. Elis Regina gravava poucas vezes cada música
Conhecida pelo perfeccionismo, Elis Regina impressionava produtores pela rapidez em estúdio.
Relatos de músicos que trabalharam com a cantora contam que ela frequentemente gravava uma música inteira em apenas duas ou três tomadas. Sua capacidade de interpretação era tão intensa que muitas gravações consideradas definitivas foram registradas logo nas primeiras tentativas.
Até hoje, Elis é referência para praticamente todas as grandes intérpretes da música brasileira.

7. Caetano Veloso aprendeu inglês durante o exílio
Após ser preso pela ditadura militar, Caetano Veloso viveu no exílio em Londres entre 1969 e 1972.
Foi nesse período que aperfeiçoou o inglês, ampliou seu contato com o rock internacional e absorveu influências que marcaram discos importantes da carreira.
Apesar de reconhecer a importância artística daquela fase, Caetano costuma dizer que nunca se adaptou completamente à vida na capital inglesa e sentia profunda saudade da Bahia.

8. Gal Costa quase seguiu outro caminho profissional
Antes da música ocupar definitivamente sua vida, Gal Costa trabalhou em uma loja de discos em Salvador.
O contato diário com diferentes estilos musicais ampliou ainda mais seu repertório e fortaleceu sua amizade com Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Tom Zé, grupo que mais tarde ajudaria a construir o movimento tropicalista.
Sua voz potente e ao mesmo tempo delicada fez dela uma das maiores intérpretes da história da MPB.

9. Maria Bethânia estreou substituindo Nara Leão
O início da carreira de Maria Bethânia aconteceu de forma inesperada.
Em 1965, ela foi convidada para substituir Nara Leão no espetáculo Opinião, um dos marcos da música de protesto brasileira.
A apresentação teve enorme repercussão e revelou ao país uma artista de presença cênica marcante, interpretação intensa e repertório profundamente ligado à poesia brasileira. Desde então, Bethânia se tornou uma das maiores vendedoras de discos da história da MPB.

10. Lenine construiu instrumentos com sucata quando era criança
Criatividade sempre fez parte da vida de Lenine.
Na infância, em Recife, ele costumava fabricar instrumentos improvisados utilizando latas, pedaços de madeira e outros materiais recicláveis.
Essa curiosidade pela experimentação sonora acompanha sua carreira até hoje. Seus discos combinam tecnologia, ritmos nordestinos, rock, música eletrônica e elementos da cultura popular, criando uma sonoridade bastante particular.
Reconhecido internacionalmente, Lenine acumula diversos prêmios e continua sendo uma das vozes mais inventivas da música brasileira contemporânea.



