Hoje é dia de celebrar a vida de Roberto Frejat!
Um dos maiores músicos da história da música brasileira, Frejat está comemorando 64 anos hoje. Para celebrar a sua vida e a sua obra, vamos relembrar 12 sucessos do artista compostos em conjunto com o seu maior parceiro e amigo: Cazuza.
Os doisse conheceram quando Cazuza foi fazer um teste para ser vocalista da banda de rock na qual Frejat era guitarrista, o Barão Vermelho, indicado por Leo Jaime.
A voz e interpretação visceral de Cazuza conquistaram a banda toda e – claro! – ele passou no teste. A partir daí, surgiu uma das grandes amizades da música popular brasileira, forte e intensa, com direito a brigas e reconciliações, além de uma parceria musical que fez do Barão Vermelho uma das principais bandas da nossa história e depois também ajudou a consolidar a carreira solo de Cazuza.
Mesmo depois da saída de Cazuza da banda, em 1985, quando Frejat assumiu os vocais, os dois continuaram parceiros e muito amigos até os últimos dias da vida de Cazuza. Frejat fez uma visita ao amigo poucos dias antes dele morrer – com apenas 32 anos, vítima de complicações causadas pelo HIV, em 1990 – e sentiu demais a partida do amigo.
Mais sobre Frejat!
Roberto Frejat nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1962. Começou a sua carreira em 1981, como guitarrista e principal compositor do Barão Vermelho, ao lado de Cazuza e também de Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira.
Eles estouraram no cenário musical nacional em 1983, com o sucesso “Pro Dia Nascer Feliz” (de Cazuza e Frejat) e depois emplacaram outro grande hit, “Bete Balanço” (também da dupla), que foi tema de um filme homônimo, em 1984.
Quando Cazuza saiu do grupo, no ano seguinte, Frejat assumiu também os vocais do Barão Vermelho e permaneceu à frente do grupo por 30 anos, lançando 13 discos com a banda, com canções inesquecíveis como:
- Maior Abandonado e Todo Amor que Houver Nessa Vida (ambas parcerias de Cazuza e Frejat)
- Por Você (de Frejat com Maurício Barros e Mauro Santa Cecília)
- Pense e Dance (Frejat com Dé e Guto Goffi)
- O Poeta Está Vivo (Frejat com Dulce Quental)
- Puro Êxtase (de Guto Goffi e Maurício Barros)
A forte parceria de Frejat com Cazuza não acabou depois que o amigo saiu da banda e eles ainda compuseram juntos outros grandes clássicos da história da nossa música como “Ideologia” e “Malandragem”.
Em 1998, Frejat ainda musicou um poema que Cazuza tinha escrito para a sua avó 23 anos antes e que a mãe do compositor encontrou em uma gaveta depois de sua morte. A canção tornou-se um imenso sucesso na voz de Ney Matogrosso: “Poema”.
Frejat deixou o Barão Vermelho definitivamente em 2017, mas – desde 2001 – já levava uma carreira solo em paralelo, quando lançou o seu primeiro álbum: “Amor pra Recomeçar”, com música homônima de sua autoria em parceria com Maurício Barros e Mauro Santa Cecília.
Desde então, lançou diversos sucessos em carreira solo, como:
- Segredos
- Homem Não Chora (parceria com Alvin L)
- Sobre Nós Dois e o Resto do Mundo (com Maurício Barros e Mauro Santa Cecília)
Com a força e a potência de sua voz – grave e suave ao mesmo tempo – Frejat tem um jeito inconfundível de interpretar as canções. Seu último álbum de inéditas, “Ao Redor do Precipício”, foi lançado em 2020, e traz parcerias com Zeca Baleiro, Leoni, Luiz Melodia e Jards Macalé, entre outras.
Em março de 2026, o Barão Vermelho anunciou a turnê “Encontro”, trazendo os membros originais: Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira, além do guitarrista Fernando Magalhães.
Se você quiser saber mais sobre a vida e a obra de Roberto Frejat, escute o Acervo MPB Especial Barão Vermelho, série de áudio-biografias exclusivas Novabrasil, que conta a história dos nossos maiores artistas, uma verdadeira enciclopédia da nossa música.
10 parcerias de Frejat com Cazuza
1 – Pro Dia Nascer Feliz (1983)
2 – Bete Balanço (1984)
3 – Maior Abandonado (1984)
4 – Todo Amor Que Houver Nessa Vida (1982)
5 – Ideologia (1988)
6 – Malandragem (composta em 1988, mas gravada somente em 1994)
7 – Bilhetinho Azul (1982)
8 – Blues da Piedade (1988)
9 – Por Que A Gente É Assim? (1984, parceria dos dois também com Ezequiel Neves)
10 – Poema (1998)

