RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

7 álbuns com participações de Dominguinhos para recordar

No último dia 12 de fevereiro teria sido aniversário de um dos maiores sanfoneiros do mundo! José Domingos de Morais, o Dominguinhos, teria completado 85 anos! Para celebrar este artista gigante nesta data especial, listamos 7 álbuns importantíssimos da música popular brasileira que contam com a sanfona ilustre de Dominguinhos.

Sobre Dominguinhos

Um dos maiores nomes da música popular brasileira de todos os tempos, o cantor, compositor e instrumentista José Domingos de Morais nasceu em Garanhuns, agreste pernambucano, em 1941, em uma família com 16 irmãos.

Seu pai, Mestre Chicão, era sanfoneiro e afinador de sanfonas, e lhe deu sua primeira sanfona de oito baixos – aos seis anos de idade – com a qual começou a tocar ao lado de dois de seus irmãos em portas de hotéis e feiras livres de sua cidade. O nome do trio era “Os Três Pinguins”. Nesta época, Dominguinhos ainda usava o nome artístico de Neném do Acordeon.

Um dia,Luiz Gonzaga – já muito famoso – se hospedou em um hotel em que o menino (então com oito anos) se apresentava, e ficou encantado com o seu talento na sanfona, convidando-o para o acompanhar no Rio de Janeiro. Seis anos depois, por conta das dificuldades financeiras que passavam em Garanhuns, o pai foi morar com Dominguinhos na cidade maravilhosa para procurar Gonzagão.

Logo no primeiro encontro no Rio de Janeiro, Luiz Gonzaga presenteou o menino com uma sanfona de oitenta baixos. A partir de então, Dominguinhos passou a frequentar a casa do Rei do Baião e a acompanhá-lo em shows, ensaios e gravações. Foi o próprio Gonzagão que sugeriu que ele mudasse o nome de Neném do Acordeon para Dominguinhos, em 1957, em homenagem a Domingos Ambrósio, sanfoneiro mineiro que havia sido mestre de Luiz Gonzaga.

Em 1957, aos 16 anos, Dominguinhos participou de sua primeira gravação, tocando sanfona no disco “O Reino do Baião”, de Luiz Gonzaga, na música “Moça de Feira”, uma composição de Armando Nunes e J.Portela.

Dominguinhos passou então a participar de programas de rádio e se apresentar em casas noturnas no Rio de Janeiro, e também a integrar a primeira formação do grupo de forró Trio Nordestino, até gravar o seu primeiro LP solo, em 1964, chamado “Fim de Festa”, que já contava com duas composições suas: “Frevo Cantagalo” e “Garanhuns”.

Dominguinhos e Luiz Gonzaga em gravação do Som Brasil (Foto CEDOC TV Globo)

Em 1967, Dominguinhos – viajando pelo nordeste acompanhando Luiz Gonzaga e  dividindo as funções de sanfoneiro e motorista – conheceu a cantora e compositora pernambucana, Anastácia – também conhecida como a Rainha do Forró –  que torna-se sua parceira na música e na vida por 11 anos. Juntos, eles compuseram mais de 200 canções, inclusive muitos dos sucessos que alavancaram a carreira do sanfoneiro, como “Eu Só Quero Um Xodó” e “Tenho Sede”

Quando tocava em um show de Luiz Gonzaga, em 1972, Dominguinhos foi observado pelo empresário Guilherme Araújo, que o convidou para trabalhar com Gal Costa e Gilberto Gil. 

Depois disso, ao longo de sua carreira brilhante, além de seus mais de 50 discos próprios, Dominguinhos acompanhou muitos outros nomes da música popular brasileira como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Nara Leão e Chico Buarque, que foram parceiros ou gravaram vários dos grandes sucessos do sanfoneiro.

Um dos maiores sanfoneiros do Brasil nos deixou em 2013, aos 71 anos, após sofrer complicações infecciosas e cardíacas por conta do tratamento de um câncer de pulmão que já durava seis anos. Mas, o seu legado para a música popular brasileira é imensurável!

Hoje, vamos relembrar 7 discos históricos da MPB que contam com a sanfona de Dominguinhos!

1 – CINEMA TRANSCENDENTAL – Caetano Veloso (1979)

Dominguinhos toca sua sanfona em duas canções:

  • Oração Ao Tempo (Caetano Veloso)
  • Cajuína (Caetano Veloso)

2 – ÍNDIA – Gal Costa (1973)

Dominguinhos toca sua sanfona em seis canções:

  • Índia (versão de José Fortuna, para canção de José Assunción Flores e Manuel Ortiz Guerreiro)
  • Milho Verde – Gilberto Gil (adaptação) e Folclore de Portugal
  • Presente Cotidiano – Luiz Melodia
  • Relance – Caetano Veloso e Pedro Novis
  • Passarinho – Tuzé de Abreu (Alberto José Simões de Abreu)
  • Desafinado – Tom Jobim e Newton Mendonça

3 – REFAZENDA – Gilberto Gil (1975)

Dominguinhos toca sua sanfona em sete canções, além de ser compositor de duas delas:

  • Tenho Sede (Dominguinhos e Anastácia)
  • Refazenda (Gilberto Gil)
  • Pai e Mãe (Gilberto Gil)
  • Jeca Total (Gilberto Gil)
  • Essa é pra Tocar no Rádio (Gilberto Gil)
  • Ê, Povo, Ê (Gilberto Gil)
  • Lamento Sertanejo (Gilberto Gil e Dominguinhos)

4 – FOGO NA MISTURA – Elba Ramalho (1985)

Dominguinhos toca sua sanfona em quatro canções, além de ser compositor de uma delas:

  • De Volta pro Aconchego – Dominguinhos e Nando Cordel
  • Mexe… Mexe… Funga… Funga… – Jaguar e Severo
  • No Caminho de Cuba – Jaime Alem
  • Sambaiãozar – Pinto do Acordeon

5 – PÁSSARO PROIBIDO – Maria Bethânia (1976)

Dominguinhos toca sua sanfona em uma canção:

  • Festa – Luiz Gonzaga Júnior (Gonzaguinha)

6 – PÉROLA NEGRA – Luiz Melodia (1973)

Dominguinhos toca sua sanfona em uma canção:

  • Forró de Janeiro – Luiz Melodia

7 – GERAES – Milton Nascimento (1976)

Dominguinhos toca sua sanfona em uma canção:

  • Calix Bento – Folclore e Tavinho Moura (adaptação)

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS