RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

A MPB como referência no Funk, Trap e Rap: o encontro de Gerações na Música Brasileira

À primeira escuta, a MPB pode parecer distante do funk, do trap ou do rap. Entretanto, basta olhar com atenção para perceber que esses universos musicais estão conectados. Nesse sentido, rimas afiadas e beats eletrônicos trazem referências diretas a artistas que moldaram nossa história. Dessa forma, a tradição dialoga com o presente sem hierarquias. A MPB segue viva como referência estética e emocional para a nova cena urbana.

O Poder da Identidade: De Sandra de Sá a Alee

Um dos exemplos mais fortes dessa ponte está na obra de Sandra de Sá. O clássico “Olhos Coloridos” atravessou décadas e ganhou novo fôlego recentemente. Com efeito, o verso “sarará crioulo” ressurgiu na faixa “Glock de Cor”, de Jovem Dex e Alee. Além disso, o trapper baiano Alee traz essa veia artística de berço. Por ser sobrinho de Denny Denan, da Timbalada, ele mistura trap com influências de matriz africana. Assim, a frase de Sandra de Sá mantém sua força na afirmação da ancestralidade.

Poesia Urbana e Paternidade

MC Hariel promove esse encontro na faixa “Salve Jorge”. A canção homenageia seus filhos, Jorge e Maitê, e cita diretamente Belchior. Além de referenciar o “rapaz latino-americano”, Hariel também bebe da fonte dos Secos & Molhados. Inclusive, o artista utiliza o sample de MC Marcinho em outros projetos. Portanto, o que era reflexão existencial no passado agora ganha voz dentro da vivência periférica atual.

Reverência aos Ícones: Alcione e Djavan

A MPB também invade o rap e o trap nas interpolações, onde os artistas usam a base de grandes clássicos para construir seus próprios hits. Por exemplo, Veigh, Borges e MC Cabelinho brilham no hit “Loucura”. A música recria a melodia de “Você Me Vira a Cabeça”, da eterna Alcione. De fato, Borges admite a inspiração logo nos primeiros versos. Da mesma maneira, Luccas Carlos homenageia Djavan em sua obra. Ao mesmo tempo que usa tecnologia virtual em seus clipes, Luccas mantém a poesia clássica sobre o amor.

Em resumo, tudo isso prova que a MPB não ficou parada no tempo. Ela é uma fonte de inspiração viva que ganha cara nova em cada batida. No fim das contas, essa mistura mostra que a nossa música é um lugar de encontro. Assim, ritmos diferentes ganham força ao contar suas histórias. O que parece distante, na verdade, é bem próximo e mostra como a música brasileira sabe se transformar e resistir.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS