Hoje, 21 de março, o cantor, compositor e guitarrista paulistano Beto Lee completa 49 anos. E sim, caso você esteja pensando que este sobrenome lhe soa familiar: ele é filho da cantora e compositora Rita Lee com o guitarrista e compositor Roberto de Carvalho!
Roberto Lee de Carvalho obviamente cresceu em um ambiente muito musical e começou a tocar guitarra aos 10 anos. Aos 15 montou sua primeira banda, chamada Larika e – em 1995 – entrou para a banda da mãe, na qual permaneceu até Rita se aposentar dos palcos em 2012.
E – além de ter tocado por muito anos na banda da mãe, hoje ser um dos integrantes da banda dos Titãs e ter ganhado até Grammy Latino com um álbum solo – Beto também é o autor de um dos grandes sucessos na voz de Rita Lee: a canção “O Gosto do Azedo”.
O Gosto do Azedo
“O Gosto do Azedo” entrou para o repertório do primeiro álbum da mãe que Beto participou como músico: o “Acústico MTV – Rita Lee”, de 1998.
A letra da canção trata da dificuldade de socialização de pessoas soropositvas e a canção, inclusive, deu a Beto o Prêmio Sheila Cortopassi, que é uma premiação oferecida pela APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids) e concedida a pessoas e instituições que se destacaram em trabalhos ligados à AIDS ao longo do ano.
A canção fez parte – no mesmo ano – da trilha-sonora da novela“Pecado Capital”, da Rede Globo, como tema da personagem Vilminha, que foi interpretada por Paloma Duarte.
“Para o sangue, sou o veneno
Eu mato, eu como, eu dreno
Para o resto da vida, sou extremo
Sou o gosto do azedo
A explosão de um torpedo
Contaminação do medo
Eu guardo o seu segredo
Sou o HIV que você não vê
Você não me vê
Mas eu vejo você”
Álbuns com Rita Lee e com outros artistas
Depois disso, Beto Lee ainda gravou diversos outros álbuns na banda de sua mãe:
- MTV Ao Vivo – Rita Lee (2004)
- Biograffiti (2007)
- Multishow Ao Vivo – Rita Lee (2009),
- 3001 (2000)
- Balacobaco (2003)
- Reza (2012)
Beto também tocou nos discos de outros artistas:
- Sortimento – Zélia Duncan (2001)
- Condom Black – Otto (2001)
- Sem Gravidade – Otto (2003)
Em julho de 2016, o músico passou a fazer parte da banda de rock paulistana Titãs, como guitarrista de apoio, substituindo o membro fundador Paulo Miklos, que quis focar em projetos pessoais após 34 anos de atividade com o grupo.
Beto Lee se juntou aos Titãs remanescentes Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto; e ao baterista de apoio Mário Fabre. Juntos, prosseguiram com a turnê do álbum “Nheengatu” (2014), depois lançaram a ópera rock “Doze Flores Amarelas” (2018) e os mais recentes “Olho Furta-cor” (2022) e “Microfonado” (2024).
Carreira Solo e de apresentador
Em 2002, Beto Lee gravou o primeiro disco solo, intitulado “Todo Mundo É Igual”, com a participação de Gabriel O Pensador, Itamar Assumpção e Carlos Rennó.
Em 2004, criou o power trio Galaxy, com o qual gravou um disco, que foi lançado pelo selo carioca Astronauta Discos. Em 2005, com o nascimento de sua primeira filha Izabella Lee, Beto deu um tempo em sua carreira musical.
Em 2010, começou sua preparação para voltar ao cenário musical com seu segundo disco solo, “Celebração & Sacrifício”, que contém parcerias com Kiko Zambianchi, Supla, e Skowa, da banda dos anos 80, Skowa e a Máfia.
O disco foi lançado em 2011, e em 2012 ganhou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro.
Em agosto de 2017, Beto, juntamente com os músicos Diego Guimarães e Edu Salvitti, lançou a produtora musical Trio Music, com foco em publicidade, criação de projetos, conteúdos culturais, trilhas para cinema, televisão e discos autorais.
Em 2007, o guitarrista apresentou a série “Que Rock é Esse?”, pelo canal Multishow, sobre a história do pop rock brasileiro. A série foi um sucesso de audiência e no ano seguinte Beto Lee apresentou a segunda edição do programa, falando sobre o rock internacional.
Depois, partiu para a PlayTV, onde apresentou o programa “Combo – Fala + Joga” durante pouco tempo e, em março de 2009, voltou ao canal Multishow para mais duas empreitadas, o “Geleia do Rock”, que durou três temporadas e o “Experimente”, que sob o comando de Beto, durou cinco temporadas.



