A música negra brasileira é um dos maiores patrimônios culturais do país. Ela nasce da diáspora africana, da dor da escravidão, da resistência cotidiana e da criatividade de um povo que transformou opressão em beleza. Cada ritmo carrega história, memória e luta.
Do samba ao rap, do ijexá ao funk, a música negra construiu a identidade sonora do Brasil. Ainda assim, ela sempre foi alvo de apagamentos, criminalizações e apropriações. Artistas negros foram explorados, silenciados e, muitas vezes, excluídos do reconhecimento que mereciam.
Afirmar a música negra é reafirmar identidade. É dizer que ela não é moda nem tendência passageira, mas base estrutural da cultura brasileira. Ela não pede espaço — ela construiu o espaço onde hoje todos circulam.
Enquanto houver desigualdade, haverá música negra. Enquanto houver racismo, haverá canto. E enquanto houver canto, haverá resistência, memória e futuro.



