No primeiro discurso com pré-candidato, Ronaldo Caiado, então governador de Goiás, disse que o ato número 1 de governo, caso eleito presidente, será uma “anistia ampla, geral e irrestrita” aos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Entre os beneficiados, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Meu primeiro ato será exatamente anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria“. Na época, JK instituiu a medida para “todos aqueles que rebelaram realmente com a verdadeira tentativa de golpe pela aeronáutica ao anistiar inclusive o ex-presidente“.
Para Caiado, esta medida, na visão dele, seria uma “amostra de que ele cuidará das pessoas“.
Eleito pelo União Brasil, Caiado se filiou ao PSD em janeiro. E anunciou que deixaria o antigo partido em entrevista exclusiva ao Jornal Novabrasil.
Ao ser questionado se a anistia legitimaria novos ataques à democracia, Caiado desconversou. Ele afirmou que caso a maioria dos eleitores opte, ele vai assinar a medida, mesmo que a ele seja vedada pela Constituição.
Por um lado, a decisão do PSD gerou reação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que vinha sendo ventilado como um nome ao Planalto.
Nas redes sociais, ele expressou descontentamento, e firmou que a decisão “tende a manter a polarização radicalizada”.
Por outro lado, Ratinho Junior – que também se colocou à disposição – exaltou o nome de Caiado como alinhado a um projeto de desenvolvimento nacional.
Entretanto, Caiado colocou a gestão frente a Goiás como vitrine: o combate à criminalidade e protagonismo do agro. Ele também defendeu o liberalismo e negócios com os Estados Unidos para exploração das terras raras e desenvolvimento da inteligencia artifical.



