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Aplicativos de relacionamento: como pais podem orientar seus filhos sem preconceito

Aplicativos de relacionamento se tornaram parte da vida de muitos jovens. Ferramentas como Tinder, Bumble e Hinge, que antes eram vistas apenas como meios para encontros casuais, hoje também são usadas para formar vínculos afetivos, desenvolver a autoestima e explorar a socialização digital. No entanto, para muitos pais, o uso desses aplicativos ainda gera desconfiança, medo e dificuldade de diálogo.

Segundo a psicóloga Flávia Carnielli, compreender o universo digital dos filhos é o primeiro passo para orientar com empatia. “Muitos pais partem da crítica ou do julgamento, mas esquecem que os aplicativos fazem parte da cultura atual. São ferramentas que, usadas com responsabilidade, podem até ajudar os jovens a se expressarem emocionalmente”, explica.

Escuta ativa e orientação: os pilares da confiança

Em vez de proibir ou minimizar o assunto, os especialistas recomendam manter conversas abertas e contínuas. Esse espaço de escuta favorece a construção de vínculos baseados na confiança. Ao se sentirem ouvidos e respeitados, os jovens ficam mais propensos a compartilhar dúvidas ou experiências relacionadas às relações online.

Nesse processo, é fundamental abordar temas como respeito, limites, autoestima e consentimento. A orientação também deve incluir cuidados com a privacidade, alertas sobre golpes e perfis falsos, além de estratégias para lidar com frustrações decorrentes de idealizações comuns nas plataformas.

Perfis idealizados e validação instantânea podem afetar a autoestima

Um dos riscos do uso excessivo dessas plataformas está na forma como os perfis são construídos. As redes priorizam imagens idealizadas e interações rápidas, o que pode gerar expectativas irreais e criar um ambiente de validação constante baseado em curtidas e “matches”.

Para Flávia Carnielli, esse padrão pode afetar a saúde emocional. “A busca por aprovação rápida e a repetição do ciclo de curtidas podem aumentar a ansiedade social e dificultar o desenvolvimento de vínculos mais profundos. É importante ensinar que conexões reais levam tempo e exigem entrega emocional”, afirma a psicóloga.

Foto: Divulgação.

Orientação, e não repressão, é o melhor caminho

Reconhecer que os aplicativos fazem parte da realidade dos jovens não significa ignorar os riscos. Pelo contrário: significa entender para melhor orientar. Conversar sobre o uso consciente da tecnologia, promover o equilíbrio entre o mundo virtual e o real e reforçar valores como empatia, paciência e autenticidade são atitudes fundamentais.

Quando pais e filhos se aproximam para dialogar sobre os aplicativos de relacionamento, criam juntos um espaço mais seguro e equilibrado. A chave está em abandonar os julgamentos e assumir uma postura de

escuta ativa, empática e preventiva. Assim, é possível transformar o que poderia ser uma preocupação em uma oportunidade de aprendizado mútuo e fortalecimento dos vínculos familiares.

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