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Aracy Cortes: conheça a primeira grande cantora popular brasileira

Falar do início da música popular brasileira cantada por mulheres passa, necessariamente, pelo nome de Aracy Cortes. Em uma época em que os grandes sucessos eram dominados por vozes masculinas, ela se tornou praticamente a única mulher a alcançar grande popularidade na década de 1920, abrindo caminho para as cantoras que viriam depois.

Sua trajetória artística começou muito cedo. Em 1921, aos 17 anos, Aracy subiu ao palco do Democrático Circo e deu início a uma carreira que logo ganharia destaque no teatro de revista. Apenas dois anos depois, já era um nome consagrado ao atuar na revista “Que Pedaço”, de Sena Pinto e com música de Paulino Sacramento, espetáculo em que se destacou interpretando o samba “Ai, Madama”.

Ainda nos anos 1920, Aracy Cortes teve papel importante ao interpretar, em primeira audição, músicas de compositores que se tornariam fundamentais para a música brasileira, como Ary Barroso, Benedito Lacerda e Assis Valente. Ainda jovem, também se apresentou com o grupo Os Oito Batutas, conjunto lendário liderado por Pixinguinha, que havia sido seu vizinho na juventude.

Seu primeiro disco foi lançado em 1925, e Aracy logo se destacou como um dos grandes nomes do samba-canção, gênero marcado por canções de temática amorosa, muitas vezes ligadas ao sofrimento de um amor não realizado, o que ficou conhecido como “canção de fossa” ou de “dor-de-cotovelo”.

Em 1929, ela protagonizou uma das gravações mais famosas da discografia da música popular brasileira: o samba-canção “Ai, Ioiô”, lançado na peça de revista “Miss Brasil”.

No ano seguinte, voltou a lançar sucessos no teatro de revista. Na peça “Concurso de Beleza”, lançou com sucesso o samba “O Tabuleiro da Baiana”, de Ary Barroso. Em seguida, na revista “É do Outro Mundo”, lançou também o samba-canção ‘No Rancho Fundo”, outro grande sucesso do compositor.

Aracy Cortes também entrou para a história ao se tornar a primeira estrela de teatro de revista a excursionar ao exterior. Em 1933, uma companhia de revistas da qual ela era a principal estrela viajou para a Europa. Pouco tempo depois, por volta de 1935, ela montou sua própria companhia de teatro e, naquele mesmo ano, foi eleita a Melhor Artista do Rádio em um concurso promovido pelo jornal Gazeta de Notícias.

No fim da década, Aracy continuou atuando em importantes montagens do teatro de revista. Em 1937, participou de “Rumo ao Catete”, ao lado de nomes como Eva Todor e Oscarito, com libreto e direção musical de Custódio Mesquita e Mário Lago

Já em 1939, na revista “Entra na Faixa”, foi a primeira cantora a interpretar o samba “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, canção que se tornaria a primeira grande música brasileira exportada para os Estados Unidos e que inaugurou o gênero samba-exaltação.

Aracy Cortes chegou aos 30 anos com uma imensa grande bagagem profissional e artística, já sendo considerada uma veterana, mesmo com a  pouca idade.

Ao longo da carreira, a cantora lançou diversos discos e estrelou inúmeras peças de sucesso, consolidando seu nome no cenário musical e teatral brasileiro. Tornou-se uma das grandes rainhas do Teatro de Revista e foi aclamada em diversas publicações como Rainha do Samba.

Gravou seu último disco em 1954 e, anos depois, já afastada dos palcos, retornou ao público no famoso show “Rosa de Ouro”, ao lado de outros grandes nomes como Clementina de Jesus, Paulinho da Viola e Nelson Sargento, além de lançar discos em 1965 e 1967.

Aracy Cortes morreu no Rio de Janeiro, no dia 8 de janeiro de 1985, aos 80 anos, deixando seu nome marcado na história como a primeira grande cantora popular brasileira.

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