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Bloco da Reciclagem recolhe 25 toneladas e transforma o Carnaval de rua de São Paulo

No meio do som dos tamborins, do brilho das fantasias e da multidão que toma as ruas, existe um bloco que quase sempre passa despercebido, mas faz toda a diferença quando a festa termina. O chamado Bloco da Reciclagem voltou às ruas paulistanas neste Carnaval e já soma um resultado expressivo: 25 toneladas de materiais recicláveis recolhidos entre o pré-Carnaval e o Carnaval.

A ação acontece na região do Ibirapuera, um dos principais polos da folia, e reúne catadores organizados pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT).

O trabalho que mantém a festa limpa

Segundo o coordenador e mobilizador da ANCAT, Fábio Cidrim, o projeto nasceu para garantir melhores condições de trabalho aos catadores e também colaborar com a cidade.

“O bloco da reciclagem nasce para ajudar a municipalidade a recolher essas toneladas todas de embalagens pós consumo da folia”, explica.

Além da coleta, de alumínio, plástico e papelão, o projeto oferece estrutura, equipamentos de proteção, EPI, água, alimentação e remuneração fixa para os trabalhadores.

Renda que faz diferença

Durante o Carnaval, um fim de semana antes e um depois, cerca de 250 catadores atuam com apoio da iniciativa. Cada profissional tem uma meta diária de coleta e recebe pagamento pelo serviço.

“Recolhendo 20 kg, ele recebe R$ 250 no dia”, afirma Cidrim.

Na prática, isso significa que, em oito dias de trabalho, o catador pode alcançar uma renda de cerca de R$ 2 mil, valor que, segundo a entidade, supera o que muitos conseguem em um mês comum de atividade.

Muito além da reciclagem

O impacto vai além da renda. A presença dos catadores também contribui para a segurança da festa e para o meio ambiente.

“Uma latinha que tá no chão pode fazer com que o folião torça o pé e acabe a folia dele”, lembra o coordenador.

Ao recolher embalagens antes da equipe de limpeza urbana, os trabalhadores ajudam a evitar acidentes, reduzem o volume de resíduos espalhados e impedem que o material chegue a bueiros, áreas ambientais e aterros sanitários.

Histórias que atravessam gerações

Entre os catadores está Eduardo de Paula, conhecido como Dudu Catador, integrante da cooperativa CoopaMare. Com 35 anos de experiência, ele define a atividade como algo que vai além do trabalho.

“Esse trabalho representa muito pra gente, catadores e catadoras do Brasil, uma grande consciência ambiental, a valorização da categoria e respeito a toda a sociedade.”

Um bloco que continua

E a missão ainda não terminou. Com o pós-Carnaval movimentando a cidade, em 21 e 22 de março, a expectativa é de que o volume coletado cresça nos próximos dias. A estimativa, segundo Fábio Cidrim, é de recolher mais 10 toneladas nos dois dias.

Enquanto muitos foliões já guardam as fantasias, o Bloco da Reciclagem segue em operação, mostrando que, para além da festa, o Carnaval também pode ser sinônimo de cidadania, renda e cuidado com a cidade.

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