Todo fim de ano tem essa atmosfera de travessia. A gente olha pra trás, respira fundo… e olha pra frente com aquele brilho que só a esperança consegue acender. E, como sempre, a música brasileira está aqui para nos acompanhar — generosa, festiva, espiritual, cheia de boas energias para abrir os caminhos do ano que começa.
Quando escuto “Deixa a Vida Me Levar”, do Zeca Pagodinho, lembro que às vezes confiar no fluxo também é sabedoria. Em “Andar com Fé”, Gilberto Gil lembra que a fé — em qualquer crença, em nós mesmos, nos outros — é esse motor que empurra a vida pra frente.
E se o novo ano pede leveza, “O Sol”, de Vitor Kley, e “Tempos Modernos”, de Lulu Santos, lembram que sempre há espaço para recomeçar. Já “É Hoje”, na voz de Caetano ou de tantas escolas de samba, é quase um decreto de alegria: uma música que inaugura o ano antes mesmo dos fogos.

Tem também a música que convoca esperança como quem acende uma vela: “Amanhã”, de Guilherme Arantes, que diz exatamente o que a gente precisa ouvir — que amanhã será um lindo dia.
E “Baianidade Nagô” nos lembra que ser brasileiro também é carregar no corpo uma potência de festa, de cor, de axé, de resistência e de beleza.
Quero aproveitar esses minutos com você para desejar um ano novo generoso.
Que 2026 nos encontre mais leves. Que as lutas diminuam, que os encontros aumentem, que a música siga abrindo portas e janelas dentro da gente.
Muito obrigada pela sua companhia ao longo de todo este ano. Vocês, ouvintes, são o que dá sentido ao meu trabalho. Que venha um novo ano cheio de sol, cheio de sonhos, cheio de Brasil. Feliz Ano Novo!



