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Bruna Henares: “As novas diretrizes alimentares dos EUA mudam a pirâmide nutricional”

As Diretrizes Alimentares dos Estados Unidos 2025–2030 representam uma das maiores mudanças na política nutricional americana nas últimas décadas.

Mais do que listar nutrientes ou alimentos específicos, o novo documento propõe uma reorganização da pirâmide alimentar, com foco claro na prevenção de doenças crônicas.

A mensagem central aparece logo nas primeiras páginas e se repete ao longo de todo o guia: é preciso voltar ao básico e comer comida de verdade.

Menos indústria, mais alimento de verdade

O documento é direto ao associar a epidemia de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares ao padrão alimentar moderno, baseado em alimentos ultraprocessados.

Por isso, uma das principais recomendações é reduzir de forma consistente:

  • alimentos industrializados prontos ou embalados
  • produtos ricos em açúcares adicionados
  • bebidas açucaradas
  • excesso de sódio
  • aditivos, corantes e adoçantes artificiais

Em contrapartida, o guia incentiva refeições preparadas com alimentos reconhecíveis, simples e minimamente processados. Como fica a nova base da pirâmide alimentar.

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Foto: Divulgação.

A proposta reorganiza a alimentação diária priorizando:

  • Vegetais e frutas, consumidos ao longo do dia
  • Grãos integrais ricos em fibra, com redução de refinados
  • Proteínas de qualidade, de origem animal e vegetal
  • Gorduras naturais, presentes nos próprios alimentos
  • Laticínios, preferencialmente sem adição de açúcar

O foco deixa de ser o alimento isolado e passa a ser o padrão alimentar ao longo do tempo.

Esse modelo está alinhado com recomendações históricas da American Heart Association, que reforça a importância de dietas baseadas em alimentos naturais para reduzir o risco cardiovascular.

Proteína em destaque, mas com equilíbrio

As diretrizes dão ênfase ao consumo adequado de proteínas, incluindo carnes, peixes, ovos, leguminosas, nozes e sementes. No entanto, o próprio documento reconhece que ainda são necessários mais estudos sobre quantidade ideal e impacto cardiovascular de longo prazo.

O alerta é claro: excesso não é sinônimo de saúde. Fibra: essencial, mas pouco valorizada

Apesar de citar grãos integrais e saúde intestinal, a fibra aparece com menos destaque do que sua relevância clínica justificaria. Isso chama atenção, já que a fibra está associada a:

  • redução do colesterol LDL
  • melhor controle glicêmico
  • menor risco de infarto e AVC
  • saúde do intestino e do metabolismo

Na prática, reforça-se a importância de interpretação crítica do guia, especialmente na orientação de pacientes.

Em resumo

As Diretrizes Alimentares 2025–2030 não trazem modismos. Elas propõem uma reconstrução da pirâmide alimentar, com foco em qualidade, simplicidade e prevenção.

Menos ultraprocessados.
Mais comida de verdade.

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