Um episódio ocorrido hoje no Aeroporto de Ilhéus, no sul da Bahia, reforça a importância da presença de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) e de estrutura mínima de atendimento médico em aeroportos brasileiros.
Um passageiro de 73 anos, com histórico de diabetes mellitus e hipertensão arterial, apresentou desmaio dentro do terminal. O atendimento inicial foi realizado por médicos que estavam no local, já que não havia DEA nem serviço médico disponível no aeroporto. O suporte emergencial dependia do acionamento do Corpo de Bombeiros, que levou um tempo considerável para chegar.
Todo desmaio em pacientes com comorbidades cardiovasculares deve ser encarado como potencialmente grave e exige avaliação médica imediata. Episódios de perda de consciência podem estar relacionados a arritmias cardíacas, infarto, queda abrupta da pressão arterial ou AVC.
Diante da situação, a orientação foi para que o passageiro não prosseguisse com o voo e fosse encaminhado ao pronto-socorro para investigação adequada.
Obrigatoriedade prevista em lei
A presença de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) é obrigatória em aeroportos brasileiros, conforme estabelece a Lei nº 12.736/2007, com o objetivo de garantir atendimento rápido em casos de parada cardiorrespiratória.
Esses equipamentos devem estar instalados em áreas de grande circulação, com pessoas treinadas para uso imediato. Em casos de parada cardíaca, cada minuto sem desfibrilação reduz significativamente as chances de sobrevivência.
Impacto em um importante polo turístico
O Aeroporto de Ilhéus funciona como porta de entrada para destinos turísticos relevantes, como Itacaré, Ilha de Comandatuba e o litoral sul da Bahia. Diariamente, o terminal recebe milhares de passageiros, incluindo idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
A ausência de equipamentos básicos de emergência em um ambiente com esse perfil extrapola um caso isolado e levanta questionamentos sobre segurança e saúde pública.
Alerta para prevenção
Desfibriladores não são itens opcionais. São recursos essenciais para salvar vidas. Aeroportos e outros locais de grande circulação precisam estar preparados para situações de emergência cardíaca, cumprindo a legislação vigente e garantindo resposta rápida.
A pergunta que permanece é direta e urgente:
em caso de uma parada cardíaca dentro de um aeroporto, haverá um DEA disponível para agir a tempo?



