Pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende levar para o plano nacional o modelo de segurança pública do estado. A declaração aconteceu em entrevista ao jornalista Diego Amorim, da Novabrasil.
Em 2018, Goiás tinha uma taxa de homicídios de 39,3, enquanto fechou o ano de 2024, com 18,8. Na época, a região do entorno do Distrito Federal concentrava as quatro cidades mais violentas do país. Além disso, facções como PCC e Comando Vermelho dominavam territórios inteiros.
“Eram roubados 11 mil carros por ano. O estado estava desmoronando”, afirmou.
Médico e cirurgião, Caiado disse ter adotado uma estratégia baseada em diagnóstico, inteligência e ação integrada. Isso, através de uma estrutura com mil agentes na área de inteligência, batalhões especializados e integração das forças policiais.
Caiado também apontou o controle do sistema prisional. Segundo ele, hoje as penitenciárias têm oficinas, produção de móveis e programas de reintegração social. Além disso, não há visita íntima. “Quando você quebra a promiscuidade, impede o crime”, disse.
PEC da Segurança
Ao comentar a PEC da Segurança Pública proposta pelo governo federal, Caiado foi direto. Para ele, a iniciativa tenta concentrar poder em Brasília e enfraquecer os estados, apesar de admitir que irá integrar os estados, como a PEC previa. Também criticou a falta de ações efetivas nas fronteiras e no combate ao tráfico.
Caso seja eleito, prometeu criar o Ministério da Segurança Pública, com uso intensivo de tecnologia, como drones e satélites, além de ações integradas com estados e países vizinhos.
No campo político, Caiado confirmou que é pré-candidato em 2026 e afirmou que busca outra legenda para viabilizar sua candidatura. Segundo ele, não pretende recuar.
Já sobre o cenário eleitoral, avaliou que múltiplas candidaturas da direita podem enfraquecer o presidente Lula no primeiro turno. “A estratégia é chegar ao segundo turno”, afirmou.
“Ninguém nega o prestígio de Bolsonaro. O que vai depender é que, uma coisa é ele candidato, outra coisa é o indicado dele. E por mais prestígio que se possa ter, ele não consegue transferir todos os votos. Muitos passos vão correr ainda.“
Por fim, Caiado elogiou o deputado Nikolas Ferreira, disse que o candidato da direita no segundo turno terá apoio de Flávio Bolsonaro e manifestou “repulsa e indignação” no caso Banco Master.



