Cárie dentária: por que ela ainda é tão comum — e como evitar ao máximo

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A cárie dentária continua sendo uma das doenças bucais mais comuns no mundo, mesmo com todos os avanços em prevenção e tratamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 90% dos adultos e 60% das crianças em idade escolar já enfrentaram o problema em algum momento. E parte dessa persistência se deve à desinformação.

“Muita gente ainda acredita que só quem come doce tem cárie ou que não é preciso tratar o dente de leite”, alerta o cirurgião-dentista Dr. Luiz Felipe Santaella Mamede, do estado de São Paulo. “Esses mitos atrapalham a prevenção e adiam o tratamento, aumentando o risco de complicações.”

Cárie não avisa — e nem sempre dói

Uma das maiores armadilhas da cárie é que ela pode evoluir de forma silenciosa. “Nos estágios iniciais, a lesão pode não causar nenhum incômodo. O problema é que, quando a dor aparece, a cárie já pode ter atingido camadas profundas do dente, exigindo canal ou até extração”, explica o Prof. Antonio Luiz Mamede Neto.

Outro equívoco comum é acreditar que dente de leite com cárie não precisa de atenção, já que será substituído. “É um engano perigoso. O dente decíduo tem papel essencial na mastigação, na fala e no desenvolvimento da arcada. Se não tratado, pode causar infecções e prejudicar o dente permanente”, completa a dentista Dra. Sibele Carla Kiral Santaella Mamede.

O que realmente causa cárie — e como prevenir

  • alimentos ricos em açúcar e amido (como pães e bolachas) são metabolizados por bactérias da boca, gerando ácidos que corroem o esmalte
  • escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia e usar fio dental são medidas fundamentais
  • o risco aumenta com a frequência de ingestão de alimentos cariogênicos e não apenas com a quantidade
  • fatores genéticos, como anatomia dos dentes e composição da saliva, também influenciam
  • visitas regulares ao dentista permitem diagnóstico precoce e aplicação de medidas preventivas, como o flúor
Foto: Divulgação.

Sinais de alerta: quando procurar o dentista?

Manchas brancas opacas, sensibilidade ao frio ou ao doce, dor ao mastigar e pontos escurecidos ou furinhos nos dentes são sinais de que a cárie pode estar presente. “Ao menor sinal de alteração, o ideal é procurar atendimento. Quanto mais cedo tratamos, menos invasiva é a intervenção e maiores as chances de salvar o dente”, destaca Dr. Luiz Felipe.

Informação é o melhor tratamento preventivo

A melhor forma de combater a cárie ainda é com conhecimento e hábitos corretos. “Cuidar da saúde bucal não é apenas questão estética, mas de qualidade de vida. E tudo começa com a informação certa e o acompanhamento profissional contínuo”, reforça o trio de especialistas.

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