A catarata é uma das alterações mais frequentes do envelhecimento e aparece quando o cristalino, a lente natural do olho, perde a transparência. O resultado pode ser visão embaçada, incômodo com luz forte, dificuldade para ler e para dirigir, além de cores menos vivas.
Embora seja uma condição esperada com o passar dos anos, o problema tem solução. Como descreve a oftalmologista Tayuane Ferreira Pinto, “apesar de inevitável, a catarata é totalmente tratável: a cirurgia moderna devolve a visão com segurança e resultados cada vez mais precisos”.
O processo acontece de forma gradual: “o início da catarata costuma ser discreto, surgindo como uma ‘névoa’ sobre a visão, até que progressivamente interfere em atividades simples do dia a dia”. Além da idade, fatores como diabetes, exposição excessiva ao sol, tabagismo, uso prolongado de corticoides e histórico familiar podem acelerar o quadro.
Por que a cirurgia é o único tratamento eficaz
Diferentemente de outros problemas oculares, a catarata não regride e não pode ser “curada” com colírios ou troca de óculos. “O único tratamento eficaz é a cirurgia, que remove o cristalino opaco e o substitui por uma lente intraocular artificial”, explica a médica.
Segundo ela, trata-se de um procedimento rápido e seguro, feito com anestesia local, e que costuma permitir retorno às atividades em pouco tempo. A técnica padrão atualmente é a facoemulsificação, que fragmenta a catarata por ultrassom e favorece uma recuperação mais acelerada. Em alguns serviços, recursos assistidos por laser podem complementar etapas do procedimento para aumentar a precisão.
Outro avanço está nas lentes implantadas. Há modelos diferentes, selecionados conforme a necessidade do paciente, como opções monofocais, multifocais e tóricas, capazes de ajudar na correção de graus associados, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Com isso, “muitos pacientes alcançam independência parcial ou total dos óculos após a cirurgia”.

Sinais que merecem atenção e quando procurar avaliação
Entre os sintomas mais comuns estão visão nublada, dificuldade de enxergar à noite, halos ao redor das luzes, mudança frequente no grau dos óculos e percepção de cores mais apagadas. Mesmo sendo um processo lento, postergar demais pode trazer consequências: “adiar demais a cirurgia pode tornar o procedimento mais complexo e aumentar o risco de complicações”, alerta a oftalmologista.
Por isso, consultas regulares são importantes para definir o momento ideal de intervir. No texto, a recomendação é investigar anualmente a partir dos 55 anos, ou mais cedo quando houver fatores de risco.
Após a cirurgia, o impacto costuma ser significativo. “Muitos pacientes relatam melhora imediata da nitidez, cores vibrantes e maior segurança para realizar atividades cotidianas”, afirma a médica. Com
diagnóstico e tratamento no tempo certo, a catarata deixa de ser uma limitação e se torna uma etapa superável do envelhecimento, com recuperação visual e mais autonomia no dia a dia.



