Coceira e queda de cabelo podem sinalizar doenças do couro cabeludo; saiba quando procurar um médico

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Coceira persistente, descamação intensa e queda acentuada de cabelo costumam ser tratadas como problemas simples do dia a dia, muitas vezes resolvidos com xampus “anticaspa” ou soluções caseiras. Mas esses sinais podem indicar doenças do couro cabeludo que exigem diagnóstico correto e acompanhamento médico.

A dermatologista Flávia Alvim Sant Anna Addor explica que algumas condições diferentes podem parecer iguais à primeira vista, o que aumenta o risco de a pessoa tentar “tratar por conta própria” e acabar adiando a abordagem adequada. “Coceira, descamação e queda não devem ser normalizadas quando se tornam persistentes”, alerta.

Entre as queixas mais frequentes estão a dermatite seborreica, a psoríase do couro cabeludo e as alopecias (quadros de queda de cabelo por causas variadas). Embora possam se manifestar com vermelhidão, coceira e escamas, cada uma tem características e tratamentos específicos.

Foto: Divulgação

Dermatite seborreica e psoríase: por que confundir pode atrapalhar

A dermatite seborreica é uma das causas mais comuns de descamação e coceira no couro cabeludo. Em geral, aparecem áreas avermelhadas com escamas esbranquiçadas ou amareladas, e as crises podem piorar em períodos de estresse, clima frio ou alterações hormonais. Apesar de não ser contagiosa, o controle inadequado pode levar a recorrências e incômodo constante.

Já a psoríase no couro cabeludo é uma doença inflamatória crônica relacionada ao sistema imunológico. As lesões tendem a ser mais espessas, bem delimitadas e com escamas prateadas. Em alguns casos, elas ultrapassam a linha do cabelo e também surgem em outras áreas do corpo, como cotovelos, joelhos e unhas.

Segundo Addor, a confusão entre as duas condições é comum e pode atrasar o tratamento correto. “São doenças diferentes e, quando a pessoa trata como se fosse apenas ‘caspa’, pode prolongar o desconforto e o impacto na qualidade de vida”, destaca.

Queda de cabelo nem sempre é genética: inflamações também podem destruir os fios

A queda de cabelo nem sempre está ligada a fatores hereditários ou hormonais. Inflamações do couro cabeludo, infecções e doenças autoimunes também podem enfraquecer os fios e, em alguns casos, provocar perda permanente se não houver tratamento.

Um exemplo é a alopecia areata, que costuma causar falhas arredondadas sem fios e está associada a alterações do sistema imunológico. Outra possibilidade é a foliculite, uma inflamação dos folículos pilosos que pode causar dor, coceira e queda localizada.

Em quadros mais intensos e prolongados, a inflamação crônica pode danificar o folículo de forma definitiva, impedindo o crescimento do cabelo naquela região. Por isso, identificar cedo a causa da queda faz diferença no resultado do tratamento e na preservação dos fios.

Automedicação pode piorar o problema

Um dos principais riscos para quem enfrenta sintomas no couro cabeludo é tentar resolver sem avaliação médica. O uso indiscriminado de xampus medicamentosos, corticoides ou receitas caseiras pode mascarar sinais, irritar ainda mais a pele e dificultar o diagnóstico.

“O tratamento inadequado pode agravar a inflamação e atrasar o controle da doença”, afirma a dermatologista. Em alguns casos, pode ser necessário complementar a consulta com exames ou até biópsia para esclarecer o diagnóstico e direcionar a conduta.

A orientação é procurar avaliação médica quando a coceira, a descamação ou a queda persistem, pioram com o tempo ou retornam com frequência. Com diagnóstico correto e tratamento direcionado, é possível controlar os sintomas, reduzir a inflamação e diminuir o risco de complicações, como a queda permanente de cabelo.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS