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Coração após os 40: como reduzir riscos e quando buscar ajuda

Com a chegada dos 40, o corpo sofre ajustes que podem pesar no coração — das artérias menos elásticas ao acúmulo de placas de gordura nos vasos. A mensagem central, porém, é otimista. “A doença cardiovascular não é destino. Com informação de qualidade e ações consistentes, dá para envelhecer com um coração saudável”, diz o cardiologista Rodrigo Almeida Souza.

O que muda e quem precisa ficar atento

As alterações ocorrem aos poucos: artérias enrijecem, o músculo cardíaco relaxa com mais dificuldade e o metabolismo desacelera, favorecendo ganho de peso. O risco cresce com fatores que podem ser controlados:

  • Pressão alta, colesterol e triglicerídeos elevados
  • Excesso de peso, sedentarismo e tabagismo
  • Diabetes ou pré-diabetes
  • Álcool em excesso e distúrbios do sono (como apneia)
  • Estresse crônico e histórico familiar de infarto ou AVC precoce
  • Mulheres após a menopausa, quando a proteção hormonal diminui

“Foque no que você controla — pressão, glicemia, colesterol, peso, sono, movimento e tabagismo respondem muito bem a mudanças estruturadas”, reforça Souza.

Exames e prevenção: o que combinar na consulta

O roteiro depende de idade, sintomas e histórico familiar. Em geral, vale discutir medição regular da pressão, glicemia e perfil lipídico; avaliação da função renal; eletrocardiograma; e, conforme o caso, testes como esteira, Holter, ecocardiograma e investigação do sono. Em perfis específicos, a tomografia de coronárias e o escore de cálcio ajudam a refinar decisões terapêuticas. “Exames de imagem avançados não são ‘check-up universal’; são ferramentas pontuais para decisões mais precisas em pessoas selecionadas”, orienta.

Quanto aos hábitos que protegem o coração, o conselho é direto:

  • Acumule 150 minutos semanais de atividade aeróbica e faça fortalecimento 2 vezes por semana
  • Priorize comida de verdade, reduza ultraprocessados, açúcar e excesso de sal
  • Durma com regularidade e trate a apneia, se houver
  • Não fume e, se precisar, busque apoio para parar
  • Se beber, que seja com moderação
  • Gerencie o estresse e mantenha as medicações em dia

“Comece pequeno, mas comece: 10–15 minutos de caminhada diária, trocar refrigerante por água, reduzir ultraprocessados e criar um horário fixo para dormir já fazem diferença”, diz o especialista.

Sinais de alerta: procure atendimento

Avaliação imediata é necessária quando surgirem sintomas intensos, súbitos ou fora do seu padrão. Fique atento a:

  • Dor ou aperto no peito, com possível irradiação para braço, costas, mandíbula ou “boca do estômago”
  • Falta de ar desproporcional ao esforço
  • Palpitações, desmaio ou quase desmaio
  • Inchaço nas pernas e cansaço fora do habitual
  • Tontura persistente ou mal-estar novo

Para mulheres, sobretudo após a menopausa, sintomas atípicos — como cansaço extremo, falta de ar e desconforto na mandíbula ou no estômago — merecem atenção e consulta.

No consultório, leve um checklist: pressão, glicemia, colesterol, peso e circunferência abdominal atualizados; triagem de sono e saúde emocional; revisão de remédios e vacinas; e a discussão sobre quais exames fazem sentido para o seu caso — sem excessos. A partir dos 40, informação, rotina e prevenção formam o trio que ajuda a manter o coração em ritmo saudável.

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