O implante de disco artificial desponta como uma opção cirúrgica para quem enfrenta dor crônica e limitação de movimento na coluna. A técnica substitui o disco danificado e preserva a mobilidade, diferentemente da fusão vertebral, que fixa as vértebras e reduz a flexibilidade.
Segundo o neurocirurgião Dr. Cesar Cimonari de Almeida, “os implantes artificiais surgem como uma alternativa capaz de oferecer resultados semelhantes em termos de alívio da dor e estabilidade, mas com a vantagem de preservar a amplitude fisiológica dos movimentos”.
A dor nas costas é um problema comum: “Estima-se que até 80% da população mundial sofra com dores na coluna em algum momento da vida, e parte significativa desses casos está associada ao desgaste natural dos discos intervertebrais”, destaca o médico.
Como funciona e o que muda em relação à fusão
De acordo com o especialista, a maior diferença está em manter o movimento do segmento operado. Na fusão, duas vértebras são unidas para eliminar a dor, o que pode sobrecarregar níveis vizinhos ao longo do tempo. Já o disco artificial restaura a altura e a função do disco, permitindo que a coluna continue a se mover de forma próxima ao natural.
O médico ressalta que a literatura já compara as duas abordagens: “Estudos internacionais apontam que pacientes submetidos ao implante de disco artificial apresentam taxas de sucesso equivalentes às da fusão vertebral em termos de alívio da dor e melhora funcional, mas com vantagens adicionais.”
- · Tempo de recuperação mais curto
- · Menor necessidade de imobilização após a cirurgia
- · Preservação da amplitude de movimento
- · Relatos de retorno mais rápido ao trabalho e ao esporte

Para quem é indicado
O implante de disco artificial é voltado principalmente a doenças degenerativas da coluna, como degeneração discal lombar e cervical. “A principal indicação para o implante de disco artificial está relacionada às doenças degenerativas da coluna, como a degeneração discal lombar e cervical, que podem provocar dor persistente, rigidez e até sintomas neurológicos”, explica.
A decisão, porém, é individualizada. “No entanto, é importante destacar que a técnica não é indicada para todos os pacientes. A escolha depende de uma avaliação criteriosa, que considera idade, grau de degeneração, alinhamento da coluna e ausência de outras doenças associadas”, afirma o neurocirurgião.
No país, a adoção da técnica cresce em centros de referência. “No Brasil, embora ainda não seja tão difundida quanto a fusão vertebral, a utilização dos discos artificiais vem crescendo em centros de
referência, acompanhando a tendência mundial de buscar soluções que preservem a função natural da coluna.”
Para o especialista, o caminho é de personalização e precisão. “O futuro da neurocirurgia da coluna aponta para técnicas cada vez mais personalizadas, que unem tecnologia e precisão para oferecer resultados duradouros com menor impacto na qualidade de vida. Ao preservar o movimento fisiológico da coluna, ele devolve ao paciente não apenas o alívio da dor, mas também a liberdade de viver de forma mais ativa e funcional.”



