O Tiny Desk Brasil abre o mês do 8M, referência a 8 de março, data do Dia Internacional da Mulher, e símbolo histórico das lutas feministas por igualdade de gênero, direitos trabalhistas e pelo fim da violência contra a mulher, com Duquesa, um dos principais nomes do rap nacional da atualidade. Ao lado de uma banda totalmente feminina, a artista baiana brilha na mesinha brasileira em um episódio repleto de representatividade, força e afirmação coletiva. Duquesa : Tiny Desk Brasil
Na primeira edição protagonizada totalmente por mulheres do Tiny Desk Brasil, Duquesa estreia a formação especial e desponta com sucessos explosivos de seu repertório como “Turma da Duq” e “Fuso”, com arranjos especialmente criados para apresentação. No escritório nacional, Duq canta acompanhada de Tami Silveira (teclado), Mari Lima (guitarra), Alana Ananias (bateria), DJ Midi (pickup), Érica Silva (contrabaixo), Colen (backing vocal), Edyelle Brandão (backing vocal) e Nicolls (trompete).

A edição que abre o mês do 8M do Tiny Desk Brasil promete ser transformadora para o público, assim como foi para Duquesa, que relata ter despertado para novas possibilidades musicais a partir da experiência única na mesinha. “Eu estava sentindo falta de um desafio novo. A gente já fez todos os festivais do Brasil, para plateias de dez mil pessoas, casas menores e estádios. Eu pensava, nossa, preciso de uma emoção, um desafio, um frio na barriga. É isso: banda, sonoridade nova, buscar de novo uma composição tão antiga, reinventar o que a gente já faz. Redescobrir minha voz sem efeito, sem me ouvir também. Acho que foi uma reafirmação pra mim de que ainda tenho muita coisa pra fazer e viver. Foi um antes e depois do Tiny Desk”, analisa.
A escolha desta formação para o Tiny Desk Brasil é muito simbólica e carregada de energias inovadoras e revolucionárias. “Eu queria uma banda feminina e de mulheres negras em todos os instrumentos. As pessoas que assistem precisam entender e ver como possibilidade que uma criança negra pode começar a tocar piano, trompete, ser DJ, cantar, ser baterista, baixista e guitarrista. Que é uma realidade que infelizmente ainda é um pouco distante principalmente para crianças periféricas. Acho que a gente está aqui abrindo um portal para isso. Para que essas crianças existam, queiram, tenham vontade e curiosidade de saber como é e tocar um instrumento”, conta a talentosa cantora e compositora.
Flanando com maestria entre rap, R&B, house, rock indie e ritmos afro-diaspóricos, Duquesa, nome artístico de Jeysa Ribeiro Conceição, é um acontecimento na cena musical nacional. A cantora, rapper e compositora brasileira, nascida em 1º de maio de 2000, em Feira de Santana, na Bahia, começou a compor e a registrar suas músicas na adolescência. Sua trajetória ganhou projeção nacional a partir de 2020, com o lançamento de algumas faixas, e, depois de apresentar o EP de estreia “Sinto Muito” (2022), firmou-se no centro da cena com os álbuns “Taurus” (2023) e “Taurus, Vol. 2” (2024).
Seu primeiro álbum foi apontado pela crítica como um dos melhores do ano, ao abordar temas como autoconhecimento, amor, transições e sua mudança da Bahia para São Paulo. A turnê do disco percorreu festivais pelo país e culminou em um show de abertura do “Sons da Rua”, um dos maiores eventos de hip hop da América Latina. Em 2024, expande sua atuação com “TAURUS Vol. 2”, que ultrapassou 176 milhões de streams. O trabalho rendeu indicações a uma das principais premiações internacionais, o BET Awards 2024; além do Prêmio Multishow e o troféu de “Revelação do Ano” no Prêmio Potências.
Em 2025, entre festivais e turnês com ingressos esgotados em diversas cidades, a artista reafirma seu lugar de transformar shows em experiências políticas, musicais e sensoriais. Seu lançamento mais recente, o EP “SIX”, aprofunda essa liberdade criativa, que já marcou presença em grandes festivais, como AFROPUNK (edição Experience Maranhão), Rock in Rio e The Town.



