Ernesto Xavier lança “Na trilha dos orixás”, um livro que mergulha nas tradições de matriz africana

As tradições de matriz africana não pertencem ao passado; pelo contrário, seguem vivas, em movimento, atravessando o presente e iluminando caminhos. É a partir dessa perspectiva que o escritor e jornalista Ernesto Xavier apresenta “Na trilha dos orixás: sabedoria ancestral e caminhos de axé no mundo contemporâneo”, obra que convida o leitor a reconhecer a potência e a atualidade desses saberes.

Fonte: Divulgação

Orixás

No livro, o autor demonstra como o culto aos orixás constitui um patrimônio filosófico, artístico e espiritual que dialoga diretamente com os desafios contemporâneos.

Ao escapar de visões estereotipadas que relegam culturas não brancas ao campo do exótico ou do ultrapassado, Ernesto Xavier propõe uma leitura que reposiciona essas tradições como sistemas de pensamento complexos, vivos e profundamente conectados à vida cotidiana.

Ensinamentos e as histórias dos Orixás

Mais do que apresentar conceitos, “Na trilha dos orixás” ilumina escolhas, relações e modos de convivência.

Os ensinamentos e as histórias dos orixás surgem como ferramentas para pensar ética, comunidade e pertencimento, oferecendo caminhos tanto para a dimensão íntima quanto para a vida em sociedade.

A obra dialoga com leitores que desejam um primeiro contato com o tema, mas também oferece novas perspectivas para aqueles já familiarizados com as religiões de matriz africana.

Foto: Ernesto Xavier/Digulgação

Resistência

Em um contexto marcado por tentativas de apagamento cultural, o livro também se afirma como gesto de resistência e valorização desse saber ancestral. Ao evidenciar a vitalidade dessas tradições, Ernesto Xavier reforça sua relevância como parte essencial da formação cultural e intelectual brasileira.

Ernesto Xavier

Ernesto Xavier é jornalista, ator, roteirista e mestre em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Cresceu em um terreiro de umbanda, com fortes raízes no candomblé. Lá, foi iniciado aos oito anos como Ogã de Oyá, experiência que atravessa sua trajetória intelectual e criativa. Pesquisador das culturas afro-diaspóricas, é autor de D.R. e Senti na pele.

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