No imaginário infantil, o escoteiro é aquele que está sempre pronto para ajudar, acampar e resolver qualquer problema. Mas o escotismo vai muito além das histórias de aventura: é um movimento mundial de educação não formal, que há mais de um século forma cidadãos participativos, conscientes e solidários.
“Nosso objetivo é desenvolver a autonomia da criança, para que ela se torne responsável por suas atitudes e participe da sociedade como um cidadão ativo”, explica Eva Alice, voluntária há 26 anos e diretora de métodos educativos do grupo escoteiro Caramuru, que integra a União de Escoteiros do Brasil, em entrevista ao Jornal NovaBrasil.
Aprendizados que valem por uma vida
As atividades escoteiras envolvem campismo, trabalho comunitário e liderança. A ideia é que as crianças aprendam na prática valores como cooperação, empatia e respeito. “Muita coisa que o escotismo ensina em uma atividade, várias universidades teriam que se juntar para fazer”, brinca Eva.
O movimento acolhe participantes a partir dos 5 anos de idade, divididos por faixas etárias até os 22 anos, quando o jovem “é entregue à sociedade”. A partir daí, pode se tornar voluntário, ajudando a conduzir as novas gerações.
Um movimento de jovens e para jovens
Reconhecido como o maior movimento de jovens do mundo, o escotismo surgiu na Inglaterra em 1907, criado por Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, e chegou ao Brasil em 1910, com apoio da Marinha. Em São Paulo, as primeiras práticas começaram em 1914, e a União dos Escoteiros do Brasil foi fundada em 1924.
Hoje, o país conta com 96 mil escoteiros, sendo 24 mil apenas no estado bandeirante. As atividades ocorrem, em geral, aos sábados, em parques, escolas e praças.
Sempre alerta e sempre aberto a novos membros
Para participar, basta acessar o site escoteiros.org.br e buscar um grupo próximo à residência. “Os pais também podem se tornar voluntários e participar das atividades”, convida Eva.
Entre lembranças e ensinamentos, ela resume o que o escotismo representa: “O movimento me fez ser mais participativa, me deu desenvoltura e senso de comunidade. Ele constrói o cidadão que a gente quer ver no mundo. Além disso, atualmente trabalho como consultora de viagens, e quem me deu essa profissão foi o escotismo, por meio das vivências que tive em outros países”.



