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Especial: 40 anos sem Nelson Cavaquinho – 10 curiosidades

Nelson Antônio da Silva – eternizado como Nelson Cavaquinho – é, até hoje, um dos nomes mais importantes da história da música brasileira. Nascido no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1911, sua trajetória, tão marcada pela dor e pela poesia, deixou um legado que ultrapassa gerações. 

Dono de uma obra marcada por reflexões sobre a morte, o amor, o tempo e a fragilidade da vida, Nelson construiu uma poética única, intensa, filosófica e profundamente humana.

Neste 18 de fevereiro, quando se completam 40 anos de sua partida – em 1986, aos  74 anos – celebramos sua vida com 10 curiosidades que revelam nuances de um artista singular e essencial.

1 – O apelido veio do instrumento

O nome artístico surgiu ainda na juventude, nas rodas de choro da Gávea, bairro onde Nelson cresceu e começou a viver a música. O cavaquinho que ele tocava acabou virando apelido e identidade definitiva.

2 – A música começou dentro de casa

Filho de músico – seu pai tocava tuba – Nelson cresceu em um ambiente musical. Antes de dominar o instrumento, chegou a improvisá-lo com uma caixa de charutos e arames, mostrando desde cedo a inclinação artística e o amor pela música.

Antes de compor suas primeiras canções, ele tentou acompanhar o pai e o tio – violinista – com o instrumento improvisado.

3 – Do cavaquinho ao violão

Embora o apelido tenha permanecido, foi o violão que se tornou seu instrumento principal. E não de qualquer maneira: Nelson dedilhava com apenas dois dedos da mão direita, criando um timbre muito particular, que se tornaria sua marca registrada.

4 – A ligação profunda com a Mangueira

Ao se aproximar do Morro da Mangueira, conviveu com nomes fundamentais do samba, como Cartola e Carlos Cachaça. Tornou-se figura essencial na história da Estação Primeira de Mangueira, consolidando sua importância dentro da escola e do samba carioca.

5 – Foi policial antes de viver da música

Nelson Cavaquinho chegou a integrar a Polícia Militar, fazendo rondas noturnas a cavalo.  Inclusive foi assim que ele conheceu o Morro da Mangueira. A dedicação à música, porém, falava mais alto e as faltas constantes ao trabalho por causa das rodas de samba resultaram em punições frequentes e a saída da polícia.

6 – Mais de 400 composições

Ao longo da vida, produziu mais de quatrocentas músicas. Muitas nasceram em mesas de bares, ambientes que faziam parte da sua rotina e que também moldaram o imaginário de suas canções.

7 – “Juízo Final” carrega esperança em tempos difíceis

Composta em parceria com Élcio Soares, sua canção “Juízo Final” foi lançada em 1973 e traz uma mensagem de esperança em meio ao período da Ditadura Militar no Brasil. Um samba que mistura crítica e fé em dias melhores.

8 – “A Flor e o Espinho” é uma de suas parcerias mais marcantes

Feita com Guilherme de Brito e Alcides Caminha, a canção de 1957 se tornou um dos grandes símbolos de sua poesia dolorida e delicada ao mesmo tempo.

9 – “Folhas Secas” protagonizou uma disputa histórica

“Folhas Secas”, composta com Guilherme de Brito, ganhou duas gravações praticamente simultâneas em 1973: uma por Beth Carvalho e outra por Elis Regina. O episódio entrou para a história da música brasileira como uma confusões mais comentadas da época.

10 – Seu centenário virou enredo de Carnaval

Em 2011, a Mangueira homenageou Nelson Cavaquinho no Carnaval com o enredo “O Filho Fiel, Sempre Mangueira”, reafirmando a permanência de sua obra na memória cultural do país.

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