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Especial: 5 cantoras para você escutar no Dia Nacional da Visibilidade Trans

Hoje, 29 de janeiro, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data – significativa na luta pelos direitos e pela dignidade das pessoas trans no Brasil – foi criada em 2004, quando um grupo de ativistas trans se reuniu em Brasília, no Congresso Nacional, para o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, promovida pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, um evento que marcou o início de uma mobilização formal contra a invisibilidade e a discriminação dessa população no país.

O Dia da Visibilidade Trans é um espaço de afirmação da existência, da diversidade e da luta por igualdade de direitos. A data destaca que pessoas trans enfrentam – historicamente – altos níveis de violência, discriminação social, exclusão de oportunidades de trabalho, educação e acesso à saúde, assim como a necessidade de garantir políticas públicas específicas para reconhecer e enfrentar essas desigualdades e também a violência.

Dados recentes mostram que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no planeta, liderando esse triste ranking há quase duas décadas consecutivas, com mais de 100 assassinatos registrados em 2024: a grande maioria de mulheres trans e travestis. 

O relatório Trans Murder Monitoring 2025, um dos principais levantamentos internacionais sobre homicídios de pessoas trans, mostrou que entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, foram registrados 281 assassinatos em todo o mundo, e o Brasil liderou a lista pelo menos desde 2008, respondendo por cerca de 30% dos casos globais nesse período.

Além das mortes violentas, estudos apontam que a violência física e psicológica contra pessoas trans no Brasil tem aumentado, com um crescimento significativo nos últimos anos, especialmente entre mulheres negras, que são as mais afetadas pela discriminação e pela violência estrutural.

Em âmbito global, pesquisas científicas e levantamentos internacionais indicam que uma proporção elevada de pessoas trans e não binárias já sofreu violência física ou sexual ao longo da vida, muitas vezes em contextos de estigma social, exclusão legal e falta de proteção efetiva, evidenciando que a transfobia e a violência de gênero são questões que ultrapassam fronteiras e exigem respostas coordenadas dos poderes públicos e da sociedade civil.

A visibilidade trans também está profundamente relacionada ao direito à saúde e ao enfrentamento de barreiras no acesso aos serviços públicos. Desde 2004, a data tem sido usada para reforçar a importância de intensificar ações concretas contra a discriminação em serviços de saúde e ampliar o diálogo com a sociedade e gestores.

Os debates da data incluem também discussões sobre prevenção combinada ao HIV, inclusão da população trans nos serviços oferecidos pelo SUS e a promoção da saúde e do respeito à identidade de gênero, fatores essenciais para a garantia de direitos.

No Dia Nacional da Visibilidade Trans, trouxemos 5 cantoras brasileiras trans que você PRECISA escutar! Cada uma delas com uma trajetória única e marcante, elas vêm fazendo história na música popular brasileira e mundial.

1 – Liniker

Cantora, compositora e atriz Liniker nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 1995, e começou sua carreira em 2015 com a banda Liniker e os Caramelows, alcançando reconhecimento com músicas como “Zero” e “Caeu”

Em 2020, iniciou carreira solo com o álbum “Indigo Borboleta Anil” (2021), que foi amplamente elogiado e rendeu a ela um Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Brasileira, um marco histórico como primeira artista trans brasileira a ganhar um Grammy Latino.

Seu álbum “Caju” – lançado em agosto de 2024 – consolidou ainda mais sua trajetória, recebendo diversos prêmios e indicações: na edição de 2025 do Grammy Latino ela foi a brasileira mais indicada do ano e uma das maiores indicadas em uma única edição.

E conquistou três troféus: Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, Melhor Canção em Língua Portuguesa com “Veludo Marrom”, e Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa, com “Caju”.

No Prêmio Multishow 2024, Liniker também foi destaque absoluto, conquistando quatro troféus, incluindo Artista do Ano e Álbum do Ano por “Caju”, reforçando sua posição como uma das vozes mais aclamadas da música brasileira contemporânea.

Além da música, Liniker protagoniza como atriz a série “Manhãs de Setembro”, na qual interpreta a protagonista, Cassandra.

Saiba mais sobre Liniker.

2 – Majur

A cantora e compositora Majur também nasceu em 1995, só que em Salvador, na Bahia.

Começou a cantar ainda criança e mas ganhou atenção nacional em 2019 ao participar da faixa “AmarElo”, de Emicida com Pabllo Vittar, colaboração que ajudou a projetar sua voz no cenário musical brasileiro.

Com influências do R&B, da música popular brasileira e sonoridades afro-brasileiras, Majur lançou seu primeiro EP “Colorir”, em 2018, iniciando uma trajetória crescente. Em 2021, lançou seu primeiro álbum de estúdio, “Ojunifé”, que mistura afeto, ancestralidade e identidade, com participações de artistas como Luedji Luna e Liniker.

Em 2023, lançou o álbum “ARRISCA”, com sonoridade afro pop e parcerias com Xamã, Ivete Sangalo e Olodum, sendo a primeira pessoa trans a se apresentar no Palco Mundo do Rock in Rio, em 2024, um marco para sua carreira e para a representatividade trans na música brasileira.

Saiba mais sobre Majur.

3 – Linn da Quebrada

A cantora, compositora e atriz Linn da Quebrada, nasceuem São Paulo, em 1990. Sua carreira musical começou em 2016, com o lançamento de músicas independentes e performances carregadas de discurso político. Seu primeiro álbum de estúdio, “Pajubá” de 2017, foi aclamado pela crítica por sua abordagem inovadora e confrontadora no rap e funk.

Em 2021, ela lançou seu segundo álbum, “Trava Línguas”, explorando pop, eletrônico e ritmos urbanos. Além da música, Linn também participou de projetos audiovisuais, incluindo séries e filmes que ampliaram sua presença artística, como o premiado documentário “Bixa Travesti” (2019), a série global “Segunda Chamada” (2019) e o filme “Vitória” (2025), ao lado de Fernanda Montenegro.

4 – Assucena

A cantora, compositora e atriz Assucena, nasceu em 1988, em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, e se destaca pela sua voz potente, presença de palco impactante e compromisso com a visibilidade trans.

A artista começou a ganhar visibilidade no cenário musical como integrante do grupo As Baías e a Cozinha Mineira (que depois virou As Baías), ao lado de Raquel Virgínia e Rafael Acerbi, uma banda que esteve ativa por cerca de dez anos e lançou vários trabalhos autorais de sucesso.

Com a banda, Assucena recebeu duas indicações ao Grammy Latino nas edições de 2019 e 2020, sendo as  primeiras artistas trans brasileiras indicadas a esse reconhecimento internacional. Ela e o grupo também conquistaram o Prêmio da Música Brasileira em 2018, incluindo categorias como Melhor Grupo e Melhor Álbum, refletindo a importância do trio na cena nacional.

Após o fim da banda em 2021, Assucena iniciou sua carreira solo. No fim de 2022, estreou sua trajetória solo com o show “Rio e também posso chorar”, uma homenagem à obra de Gal Costa, sua grande inspiração 

Em 2023, lançou seu primeiro álbum autoral, “Lusco-Fusco”, um trabalho pensado como metáfora sonora para transições – do dia para a noite e da noite para o dia – e que mescla ritmos brasileiros diversos em letras que exploram amor, identidade e vivências profundas.

Além da música, Assucena também é atriz, tendo sido indicada ao Prêmio Shell de Teatro em 2023 por sua atuação na peça “Mata Teu Pai, Ópera-balada” e ainda escreve uma coluna para a Vogue Brasil. 

Saiba mais sobre Assucena.

5 – Urias

A cantora, compositora e modelo Urias, nasceu em Uberlândia, Minas Gerais e é uma e ganha cada vez mais espaço no cenário musical brasileiro com seu estilo pop urbano marcante. 

Ela ganhou destaque com o single “Diaba” (2019), que combinou performance poderosa e letras que abordam identidade e resistência, colocando-a entre os nomes mais promissores da nova cena pop brasileira.

Urias foi a primeira mulher trans da história a colocar duas músicas do mesmo álbum simultaneamente no Top 15 do iTunes BR, como também, a primeira mulher trans negra a ter um álbum em primeiro lugar na plataforma.

Isso aconteceu em 2022 com o álbum “Fúria” e os singles “Tanto Faz” – que alcançou a segunda colocação – e “Foi Mal”, que conquistou o décimo lugar.

Em 2025, Urias foi reconhecida como “Artista em Ascensão” no BreakTudo Awards, destacando seu crescimento e impacto artístico no cenário musical brasileiro. 

Saiba mais sobre Urias.

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