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Especial: 5 filmes com Paulo Miklos para você assistir

Você sabia que além de cantor, instrumentista e compositor de diversos grandes sucessos da música popular brasileira, Paulo Miklos também é ator e apresentador? Sim, um artista de múltiplos talentos! Hoje, para celebrar seu aniversário, listamos 05 filmes com a participação de Miklos para você maratonar!

1 – O Invasor (2001)

O drama “O Invasor”, dirigido por Beto Brant, é uma adaptação do livro homônimo, escrito por Marçal Aquino

O filme narra a história de três amigos – companheiros desde os tempos de faculdade de engenharia – que são sócios em uma construtora há mais de 15 anos. Tudo corre bem até o dia em que um desentendimento na condução dos negócios os coloca em conflito. 

De um lado, Estevão (George Freire), o sócio majoritário, que ameaça desfazer a sociedade, porque não aceita negociar com o governo; de outro, Ivan (Marco Ricca) e Gilberto (Alexandre Borges) que, acuados, resolvem eliminar o sócio, acreditando que poderão conduzir a construtora ao seu estilo após a morte de Estevão

Para isso, contratam Anísio (Paulo Miklos), um matador de aluguel, que executa o serviço. É o início de uma nova fase para Ivan e Gilberto e também de um pesadelo inesperado: Anísio tem planos de ascensão social e pouco a pouco invade a vida dos dois amigos, confrontando-os com o processo de violência que desencadearam.

A trilha sonora do filme é do Coletivo Instituto e do rapper Sabotage, com participação de Paulo Miklos cantando a canção “Orgia”. O elenco também conta com Malu Mader, Mariana Ximenes, Cris Couto e Sabotage.

“O Invasor” conquistou o prêmio de “Melhor Filme” no Festival de Recife e “Melhor Diretor” no Festival de Brasília, além do prêmio de “Melhor Filme Latinoamericano” no Festival de Sundance.

Paulo Miklos ganhou o prêmio de “Ator Revelação” no Festival de Brasília, e de “Melhor Ator Coadjuvante” no Prêmio Guarani de Cinema Brasileiro e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos “100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos”.

2 – Estômago (2007)

O drama dirigido por Marcos Jorge conta a história de Raimundo Nonato (João Miguel), um migrante nordestino que chega à cidade grande em busca de oportunidade. 

Inicialmente contratado como faxineiro em um bar modesto, Raimundo logo revela um talento inato para a culinária. Suas habilidades na cozinha, especialmente com suas deliciosas coxinhas, transformam o bar em um sucesso inesperado. 

Esse novo prestígio atrai a atenção de Giovanni (Carlo Briani), o proprietário de um renomado restaurante italiano na região, que vê em Raimundo uma grande promessa e o contrata como assistente de cozinheiro. 

À medida que Raimundo mergulha no mundo da cozinha italiana, ele não só descobre uma nova paixão pela gastronomia, mas também experimenta uma vida de melhorias significativas. 

Ele ganha uma casa própria, roupas melhores, novos relacionamentos sociais e, mais importante, encontra o amor na figura de Iria (Fabiula Nascimento), uma prostituta que entra em sua vida trazendo complicações e alegrias. Tudo vai bem, até que uma traição muda os rumos de sua vida e Raimundo vai parar na prisão.

Paulo Miklos interpreta Etcetera, um dos presidiários, ao lado de Babu Santana, que interpreta Bujiú.

Em novembro de 2015 o filme – que ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais – também entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos “100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos”.

3 – É Proibido Fumar (2009)

Dirigido e escrito por Anna Muylaert, a qual também é produtora junto com Sara Silveira, “‘É Proibido Fumar” é estrelado por Glória Pires e Paulo Miklos, além de Alessandra Colassanti, Dani Nefussi e Marisa Orth. 

Trata do romance entre Baby (Glória Pires), uma professora de violão que mora sozinha no apartamento que herdou da mãe e vive em atrito com as irmãs, e Max (Paulo Miklos), músico que ainda não superou seu relacionamento anterior e se muda para o apartamento vizinho de Baby.

A professora vê no músico a grande chance de voltar à vida. Para que o romance dê certo ela está disposta a enfrentar qualquer ameaça, inclusive seu vício compulsivo por fumar.

O filme foi bem recebido pela crítica e tornou-se um dos filmes brasileiros mais premiados de 2009. A atuação de Glória Pires foi bastante elogiada e lhe rendeu diversos prêmios e indicações. Paulo Miklos também recebeu o Troféu Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília. 

O filme saiu-se como o grande vencedor deste Festival, arrematando estatuetas em oito categorias, incluindo também: 

  • Melhor Filme
  • Melhor Atriz coadjuvante para Dani Nefussi
  • Melhor Roteiro para Anna Muylaert
  • Melhor Trilha Sonora para Márcio Nigro
  • Melhor Edição
  • Prêmio Especial da Crítica

4 – O Homem Cordial (2019)

Quando o historiador Sérgio Buarque de Holanda (pai deChico Buarque)desenvolveu o conceito conhecido como “homem cordial”, sua intenção foi definir alguns aspectos e comportamentos típicos do cidadão brasileiro. 

É dentro dessa lógica de comunidade impulsiva, violenta e patriarcal, que o cineasta Iberê Carvalho escreveu e dirigiu “O Homem Cordial”, estrelado por Paulo Miklos. Na trama, Miklos dá vida a Aurélio, líder de uma banda de rock em plena turnê.

Durante um dos shows, o grupo começa a ser hostilizado pela plateia, e entendemos que um vídeo que viralizou nas redes sociais é o responsável pelo ataque instantâneo e feroz. Descobrimos, ao longo do filme, que o vídeo em questão mostra Aurélio defendendo Mateus (Felipe Kenji), um menino suspeito de roubo. 

A partir daí, a atitude do artista e a morte de um policial militar passam a inflar uma revolta digital: ofensas e acusações, acompanhadas da tag #AurelioAssassino, inundam a internet, enquanto o protagonista enfrenta as consequências e parte em busca da verdade. 

O filme faz uma crítica contundente à cultura do cancelamento, às fake news e à carência de pensamento crítico que assola o nosso país. Paulo Miklos levou o prêmio de “Melhor Ator” no Festival de Cinema de Gramado por seu trabalho no longa. 

O filme – que ganhou o Kikito na categoria Melhor Trilha Musical – também conta com as atuações de Dandara de Morais, Thaíde, Thalles Cabral, André Deca, Bruno Torres e Theo Werneck. 

5 – Saudosa Maloca (2024)

Dirigido por Pedro Soffer Serrano e escrito pelo próprio diretor em colaboração com Rubens Marinelli e Guilherme Quintella, “Saudosa Maloca” é uma viagem sobre a obra do sambista Adoniran Barbosa, interpretado por Paulo Miklos, relembrando os momentos que o artista teve na cidade de São Paulo.

Em uma mesa de bar, o veterano Adoniran, em um momento de nostalgia, compartilha com um jovem garçom – Cícero (Sidney Santiago) – relatos de uma São Paulo que se foi, mas ainda vive na memória de seus sambas e crônicas. Com um sorriso saudoso, ele rememora os tempos em que habitava uma maloca ao lado de Joca (Gustavo Machado) e Mato Grosso (Gero Camilo), amigos inseparáveis com quem dividia não apenas o espaço, mas também uma paixão incontrolável por Iracema (Leilah Moreno), uma musa que atravessou suas canções e histórias. 

Entre risadas e olhares distantes, Adoniran Barbosa evoca uma galeria de personagens marcantes, cujas vidas e destinos se entrelaçaram na paisagem de uma metrópole pulsante e cheia de vida, agora engolida pelo império do progresso. Cada lembrança carrega o peso de uma cidade que, embora transformada, permanece viva nas palavras e nas melodias de um dos seus mais ilustres filhos.

Na 23.ª cerimônia de entrega do Prêmio Grande Otelo, concebido pela Academia Brasileira de Cinema, o filme recebeu três indicações, incluindo de “Melhor Filme de Comédia” e as atuações de Paulo Miklos e Gero Camilo como “Melhor Ator” e “Melhor Ator Coadjuvante”, respectivamente

Sobre Paulo Miklos

Paulo Miklos iniciou sua carreira em 1982, como um dos fundadores de uma das maiores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, os Titãs – com quem fez história, lançando quase 20 álbuns e vendendo milhões de cópias – até o ano de 2016, quando saiu da banda para se dedicar a projetos individuais nas diversas áreas em que atua.

Antes de integrar os Titãs – banda em que cantava, compunha, tocava guitarra e, às vezes, saxofone e teclado – Miklos integrou a Banda Performática, ao lado do amigo Arnaldo Antunes.

Entre os sucessos dos Titãs que foram compostos por Paulo Miklos, estão hits como:

  • Cabeça Dinossauro (parceria com Branco Mello e Arnaldo Antunes, 1986)
  • Flores (parceria com Charles Gavin, Tony Bellotto e Sérgio Britto, 1989)
  • Miséria (parceria com Sérgio Britto e Arnaldo Antunes, 1989)
  • Eu Não Vou Dizer Nada (além do que estou dizendo) (parceria com Sérgio Britto, Charles Gavin, Tony Bellotto, Marcelo Fromer e Nando Reis, 1995)
  • A Melhor Forma (parceria com Branco Mello e Sérgio Britto, 1997)
  • Não Vou Lutar (parceria com Sérgio Britto, 1997) 
  • Porque Eu Sei Que É Amor (parceria com Sérgio Britto, 2009) 

Como ator, Paulo também teve papéis de destaque nos streamings e na televisão, como nas séries “Mandrake” (2004)e “Manhãs de Setembro” (2021) e na novela “O Sétimo Guardião”, da TV Globo (2018).

Na música, além de parcerias com seus companheiros de Titãs, Miklos também tem composições em parceria com grandes nomes da música popular brasileira como Erasmo Carlos, Céu, Emicida, Tim Bernardes, Silva e Russo Passapusso.

Paulo Miklos já lançou também cinco discos solo:

– Paulo Miklos (1994)

– Vou Ser Feliz e Já Volto (2001)

– A Gente Mora no Agora (2017)

– Do Amor Não Vai Sobrar Ninguém (2022)

– Paulo Miklos (Ao Vivo) (2024)

Se você quiser saber mais sobre a vida e carreira do aniversariante do dia, Paulo Miklos, escute o episódio especial sobre os Titãs da nossa série exclusiva de áudio-biografias Acervo MPB.

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