Tem coisa que paralisa o Brasil. Final de Copa do Mundo. Último capítulo de novela. E, de tempos em tempos, uma indicação brasileira ao Oscar!
No próximo 15 de março, os olhos – e o coração – do Brasil estarão voltados para o maravilhoso ator baiano Wagner Moura e o filme “O Agente Secreto” – dirigido por Kleber Mendonça Filho e com elenco impecável – que recolocam o cinema nacional no centro da maior premiação do audiovisual mundial, o Academy Awards.
Mas essa não é a primeira vez que o país cruza o tapete vermelho com sotaque, identidade e histórias profundamente brasileiras.
Ao longo das décadas, nossas produções já emocionaram, provocaram e conquistaram espaço entre os indicados, embora pudessem ocupar ainda muito, muito mais. Hoje, vamos relembrar essas indicações, revisitando também capítulos importantes da nossa própria história.
Porque, cada indicação é mais do que uma possível estatueta: é um recorte do Brasil apresentado ao mundo. Quando o Brasil chega ao Oscar, não é só sobre cinema: é sobre a oportunidade de mostrar ao mundo – e a nós mesmos, os brasileiros – quem somos e do que somos capazes.
Esta é uma lista das indicações brasileiras ao Oscar, independentemente se o filme era brasileiro, ou uma co-produção ou se apenas o profissional envolvido era nascido no nosso país.
1 – Brazil (1945)
A estreia do Brasil na maior premiação do cinema mundial ocorreu em 1945, quando a música “Rio de Janeiro” – composta pelo mineiro Ary Barroso (a versão da letra em inglês é do norte-americano Ned Washington) – disputou a estatueta de Melhor Canção Original, pelo filme estadunidense “Brazil”.
O longa traz também no elenco, a cantora e atriz carioca Aurora Miranda, irmã de Carmen Miranda, que atuou em cinco filmes nos EUA, entre 1944 e 1945.
“Rio de Janeiro” perdeu para a canção “Swinging on a Star”, composta por James Van Heusen e Johnny Burke para o filme ”O Bom Pastor”.
2 – Orfeu Negro (1960)
“Orfeu Negro” ou “Orfeu do Carnaval” é um filme ítalo-franco-brasileiro de 1959, dirigido pelo francês Marcel Camus e com roteiro adaptado a partir da peça teatral “Orfeu da Conceição”, do carioca Vinicius de Moraes.
Filmado no Brasil, com elenco majoritariamente brasileiro e falado em português, o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 1960, só que representando a França e não o Brasil.
Mesmo assim, trata-se da primeira produção de língua portuguesa a conquistar a estatueta do Oscar.
3 – O Pagador de Promessas (1963)
Foi com “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, que o Brasil conquistou efetivamente sua primeira indicação ao Oscar, na categoria que até então levava o nome de “Melhor Filme Estrangeiro”.
Baseado na peça teatral homônima do dramaturgo Dias Gomes, o longa – que já havia vencido a Palma de Ouro em Cannes – levou ao mundo a história de Zé do Burro e sua promessa, escancarando tensões sociais e religiosas do país.
“O Pagador de Promessas” também se tornou o primeiro filme sul-americano a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, embora tenha perdido o prêmio para o francês “Les dimanches de Ville d’Avray”.
O filme conta com Leonardo Villar, Glória Menezes, Norma Bengell e Othon Bastos no elenco.
4 – Raoni (1979)
Em 1979, a coprodução belgo-franco-brasileira “Raoni”, que retrata a vida do líder indígena brasileiro Raoni Metuktire, disputou a categoria de Melhor Documentário.
O filme é sobre o cacique Raoni e sua luta pela preservação do Parque indígena do Xingu, alvo de ataques de madeireiros, grileiros e caçadores, e conta com narração original do ator Marlon Brando em inglês e trilha sonora de Egberto Gismonti.
5 – El Salvador: Another Vietnam (1982)
Três anos depois, um brasileiro voltou a concorrer na categoria de Melhor Documentário, na verdade, uma brasileira: a primeira a ser indicada a alguma categoria da principal premiação do cinema mundial.
A produtora Tetê Vasconcellos concorreu por seu trabalho no documentário estadunidense “El Salvador: Another Vietnam”, ao lado do norte-americano Glenn Silber.

6 – O Beijo da Mulher Aranha (1986)
Em 1986, a co-produção Brasil-EUA “O Beijo da Mulher Aranha” – que conta com Sônia Braga no elenco – recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor para o cineasta argentino naturalizado brasileiro Héctor Babenco.
Em uma prisão na América do Sul, dois prisioneiros dividem a mesma cela. Um é homossexual e está preso pelo que chamavam de “comportamento imoral” e o outro é um prisioneiro político. O primeiro, para fugir da triste realidade que o cerca, inventa filmes cheios de mistério e romance, mas o outro tenta se manter o mais politizado possível em relação ao momento que vive. Mas esta convivência faz com que os dois homens se compreendam e se respeitem.
7 – O Quatrilho (1996)
Uma década depois, “O Quatrilho”, de Fábio Barreto, recolocou o Brasil na disputa pelo Oscar de Melhor Filme Internacional, sendo a nossa segunda vez na categoria.
Baseado no livro homônimo de 1985 de José Clemente Pozenato, que narra uma história real, passada em 1910, em uma comunidade rural no Rio Grande do Sul habitada por imigrantes italianos.
Dois casais muito amigos se unem para sobreviver e decidem morar na mesma casa. Mas o tempo faz com que a esposa (Patrícia Pillar) de um (Alexandre Paternost) se interesse pelo marido (Bruno Campos) da outra (Glória Pires), sendo correspondida. Após algum tempo, os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para trás seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isto desprovida de romance.
Porém, perdemos a estatueta para o filme holandês “Antonia“.
8 – O Que É Isso, Companheiro? (1998)
Baseado no livro de Fernando Gabeira, o longa “O Que É Isso, Companheiro?”, dirigido por Bruno Barreto, levou ao Oscar a história do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick durante a ditadura militar, em setembro de 1969, por integrantes dos grupos guerrilheiros de esquerda MR-8 e Ação Libertadora Nacional, que lutavam contra o regime militar instaurado no país em 1964.
Um capítulo tenso da nossa história recente transformado em cinema de alcance internacional.
O elenco conta com nomes como Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Selton Mello, Fernanda Montenegro, Matheus, Luiz Fernando Guimarães, Cláudia Abreu, Eduardo Moscovis, Marco Ricca e Alessandra Negrini.
Perdemos a estatueta de Melhor Filme Internacional para o filme “Karakter”, dos Países Baixos.
9 – Central do Brasil (1999)
Se há um momento em que o Brasil quase tocou a estatueta com a ponta dos dedos, foi com “Central do Brasil”, de Walter Salles.
O enredo gira em torno de Dora (Fernanda Montenegro), uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para pessoas analfabetas na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, e que ajuda Josué (Vinícius de Oliveira), um garoto cuja mãe morreu atropelada por um ônibus, a encontrar seu pai no Nordeste.
Indicado a Melhor Filme Estrangeiro, o longa também rendeu uma indicação histórica a Fernanda Montenegro como Melhor Atriz, a primeira latino-americana na categoria, por uma atuação em língua portuguesa. Sua personagem Dora – aclamada pelos críticos e imprensa nacionais e internacionais – atravessou fronteiras e provou que a sensibilidade brasileira é universal.
Infelizmente, perdemos para o italiano “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni, e Fernandona não levou a estatueta que ficou – pasmem! – para Gwyneth Paltrow, de Shakespeare Apaixonado, uma das maiores injustiças da história da premiação.
10 – Uma História de Futebol (2001)
Em 2001, “Uma História de Futebol”, de Paulo Machline, foi indicado ao Oscar de Melhor Curta-Metragem em Live-Action. No filme, Antônio Fagundes – como um amigo de infância já adulto – narra passagens ficcionalizadas da infância de Pelé, o maior jogador de futebol da história do Brasil.
Quem levou a estatueta foi o curta mexicano “Quiero Ser”.
11 – Cidade de Deus (2004)
Em 2004, com o fenômeno “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, o Brasil concorreu em quatro categorias: Direção, Roteiro Adaptado (Bráulio Mantovani), Fotografia e Montagem/ Edição.
Não levou nenhuma estatueta para casa, mas sim fez um retrato pulsante, esteticamente revolucionário, que colocou a favela no centro do debate cinematográfico global.
A adaptação do livro de mesmo nome escrito por Paulo Lins, é estrelada por Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino e Alice Braga, e retrata o crescimento do crime organizado na Cidade de Deus, uma favela que começou a ser construída nos anos 1960 e tornou-se um dos lugares mais perigosos do Rio de Janeiro no começo dos anos 1980.
Para contar a trajetória deste lugar, o filme narra a vida de diversos personagens e eventos que se entrelaçam no decorrer da trama. Tudo pelo ponto de vista do Buscapé, o protagonista-narrador que cresceu em um ambiente muito violento, porém, encontra subsídios para não ser fisgado pela vida do crime.
12 – Gone Nutty (2004)
Na mesma edição de “Cidade de Deus”, o diretor, produtor, animador e dublador brasileiro Carlos Saldanha foi indicado na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação pelo curta estadunidense “Gone Nutty”.
O curta destaca o personagem Scrat do filme “A Era do Gelo”, que mais uma vez tem problemas com suas nozes. O filme também faz uma sátira da teoria da separação dos continentes.
Embora tenha perdido a estatueta para o curta-metragem “Harvie Krumpet”, “Gone Nutty” ganhou o 1º lugar no Los Angeles Art Film Festival.
13 – Diários de Motocicleta (2005)
No ano seguinte, a coprodução envolvendo diversos países, “Diários de Motocicleta”, concorreu em duas categorias: Melhor Canção Original (“Al otro lado del río”, de Jorge Drexler, que levou a estatueta para casa) e Melhor Roteiro Adaptado.
O filme franco-germano-brasilo-chileno-peruano-argentino-estadunidense baseado nos diários de viagem de Ernesto Che Guevara foi dirigido por um brasileiro: o carioca Walter Salles.
14 – Lixo Extraordinário (2011)
Em 2011, o documentário anglo-brasileiro “Lixo Extraordinário”, sobre o artista plástico paulista Vik Muniz, concorreu a Melhor Documentário, embora o co-diretor brasileiro João Jardim não tenha figurado entre os indicados.
O documentário relata o trabalho com catadores de material reciclável em um dos maiores aterros controlados do mundo, localizado no Jardim Gramacho, bairro periférico de Duque de Caxias. Ao longo da produção dessas obras, entre 2007 e 2008, transformações se produzem na vida e nas visões de mundo dos sete catadores participantes do projeto.
Perdemos para o documentário estadunidense “Inside Job”.
15 – Rio (2012)
No ano seguinte, a dupla de músicos brasileirosSérgio Mendese Carlinhos Brown disputaram o prêmio de Melhor Canção Original com a composição “Real in Rio”, para a animação estadunidense “Rio“, ambientada no Rio de Janeiro e que conta a história de Blu, uma ararinha-azul macho que é levada à cidade para acasalar com uma fêmea chamada Jade. O filme também é dirigido por um brasileiro: Carlos Saldanha.
Quem levou a estatueta foi a canção “Man or Muppet”, de Bret McKenzie, para o filme “The Muppets”.
16 – O Sal da Terra (2015)
Em 2015, o documentário franco-ítalo-brasileiro “O Sal da Terra” – dirigido pelo alemão Wim Wenders e pelo brasileiro Juliano Salgado – foi indicado a Melhor Documentário.
Trata-se de um filme sobre a vida e obra do fotógrafo mineiro Sebastião Salgado, um dos mais importantes nomes da fotografia mundial.
Perdemos para o – (mais uma vez!) norte-americano – “Citizenfour”.
17 – O Menino e o Mundo (2016)
A animação brasileira também encontrou seu espaço. “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação.
Sem diálogos convencionais, com traços simples e uma narrativa poética, o filme mostrou que a criatividade brasileira não conhece limites formais. A trilha sonora de Ruben Feffer e Gustavo Kurlat conta também com nomes como EmicidaeNaná Vasconcelos.
Cuca é um menino que vive em um mundo distante, numa pequena aldeia no interior de seu mítico país. Sofrendo com a falta do pai, que parte em busca de trabalho na desconhecida capital, Cuca deixa sua aldeia e sai mundo afora à procura dele. Durante sua jornada, Cuca descobre uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas
Perdemos para o clássico “Divertidamente“, mas ganhamos ainda mais prestígio mundialmente!
18 – O Touro Ferdinando (2018)
Já em 2018, o carioca Carlos Saldanha voltou a concorrer ao Oscar (sendo o primeiro brasileiro a ser indicado duas vezes à premiação) com a animação estadunidense “O Touro Ferdinando”, indicada a Melhor Animação.
Situado na Espanha, Ferdinando é um “touro doméstico” que após uma confusão acaba sendo afastado de sua família. Na fazenda que passa a ser sua morada, ele faz amigos e convive com o temor de ser obrigado a participar em touradas, mas em momento algum deixa de pensar em maneiras de voltar para sua melhor amiga, Nina.
O filme perdeu para a animação norte-americana “Coco”, em português: “Viva: A Vida é uma Festa”.
19 – Me Chame pelo Seu Nome (2018)
No mesmo ano de 2018, a coprodução entre Estados Unidos, Itália, França e Brasil “Me Chame pelo Seu Nome”, foi indicada em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Música Original e Melhor Roteiro Adaptado, vencendo esta última.
O co-diretor Rodrigo Teixeira é brasileiro, nascido no Rio de Janeiro e criado em São Paulo.
20 – Democracia em Vertigem (2020)
Em 2020, a brasileira Petra Costa foi indicada na categoria de Melhor Documentário por “Democracia em Vertigem”.
O filme retrata o processo de impeachment da ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que foi considerado como um dos reflexos da polarização política e da ascensão da extrema-direita para o poder e conta com imagens internas e exclusivas dos bastidores do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e do Palácio da Alvorada, enquanto ocorria a votação para a queda de Dilma.
Infelizmente, quem levou a estatueta para casa foi o estadunidense “American Factory”.
21 – Onde Eu Moro (2022)
Dois anos depois, o diretor brasileiro Pedro Kos esteve entre os indicados a Melhor Documentário de Curta-Metragem com o filme estadunidense “Onde Eu Moro (Lead me Home)”. Kos nasceu no Rio de Janeiro e foi criado entre o Brasil, Nova Iorque e Miami. Ele havia sido o editor do documentário “Lixo Extraordinário”, já citado aqui anteriormente.
O filme trata da questão dos sem-teto na Costa Oeste dos Estados Unidos e alterna entre breves segmentos de entrevistas com os afetados e gravações de sua vida cotidiana, mostrando imagens das cidades de tendas de Los Angeles, Seattle e São Francisco.
Pedro Kos e o norte-americano Jon Shenk rodaram o filme durante um total de três anos, acompanhando a vida de mais de duas dezenas de pessoas que foram e são afetadas pela falta de moradia.
22 – Ainda Estou Aqui (2025)
Finalmente, em 2025, o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, conquistou a primeira vitória brasileira na história da premiação internacional.
O longa – baseado na autobiografia homônima de 2015, escrita por Marcelo Rubens Paiva – retrata a vida de sua mãe, Eunice Paiva, uma advogada que acabou se tornando uma ativista política na sequência da prisão e consequente desaparecimento de seu marido pela ditadura militar brasileira.
O filme explora não apenas o drama pessoal de Eunice, mas também o impacto do regime militar na vida de milhares de famílias brasileiras, destacando o papel das mulheres na resistência. Com uma narrativa profunda e sensível, traz à tona questões de perda, coragem e resiliência, enquanto revisita um dos períodos mais sombrios da história do Brasil.
“Ainda Estou Aqui” foi indicado nas categorias de Melhor Filme (primeiro filme falado em português indicado na categoria), Melhor Atriz para Fernanda Torres (repetindo o feito da mãe, Fernanda Montenegro, também com um filme de Walter Salles) e Melhor Filme Internacional.
Ao vencer nesta última categoria, o Brasil conquistou a sua primeira estatueta na história do Oscar. Com Selton Mello e grande elenco, o filme foi premiadíssimo e aclamadíssimo no exterior.
Sua estreia no Festival de Veneza ocorreu em 1º de setembro de 2024, tendo sido aplaudido por dez minutos consecutivos pelo público e rendendo aclamação à atuação de Fernanda Torres – que venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Dramático – masnão levou a estatueta do Oscar, que ficou para Demi Moore, por “A Substância”.
A VIDA PRESTA! E nós vamos sorrir. Sorriam!
23 – Sonhos de Trem (2026)
Agora em 2026, o fotógrafo paulistano Adolpho Veloso foi indicado a Melhor Fotografia pelo filme estadunidense “Sonhos de Trem”.
Adolpho já venceu o prêmio de Melhor Fotografia nos Critics Choice de 2026, no Film Independent Spirit Awards 2026 (com troféu entregue por Wagner Moura!) e nas associações de críticos de cinema de Los Angeles (LAFCA) e de San Diego.
Também recebeu uma indicação do American Society of Cinematographers e ao BAFTA, tornando-se o primeiro brasileiro a ser nomeado na categoria em tais premiações.
24 – O Agente Secreto (2026)
E – finalmente! – chegamos em “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, filme que concorre ao Oscar agora – no dia 15 de março – a quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Ator para Wagner Moura, Melhor Filme Internacional e também na categoria estreante Melhor Direção de Elenco (que, além de Wagner Moura, conta com Tânia Maria, Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Udo Kier e Thomás Aquino).
“O Agente Secreto” se passa no Brasil de 1977 e conta a história de Marcelo, um homem de 40 anos que trabalha como professor especializado em tecnologia e sai da movimentada São Paulo e rumo a Recife.
Ele tenta fugir do seu passado violento e misterioso, com a intenção de começar uma nova vida. Ali, ele chega na semana do Carnaval, então logo a paz e a calmaria da cidade vão se esvaindo, e com o decorrer do tempo percebe que atraiu para si o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, além de Marcelo estar sendo espionado pelos seus vizinhos, vê que a cidade que achou que o acolheria ficou muito longe de ser o seu refúgio.
O filme teve sua estreia mundial no Festival de Cannes em 18 de maio de 2025, onde competiu pela Palma de Ouro. Na ocasião, venceu os prêmios de Interpretação Masculina para Wagner Moura e Melhor Diretor para Kleber Mendonça Filho.
No Globo de Ouro de 2026, foi indicado em três categorias – Melhor Filme em Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama, vencendo as duas últimas.


