Os governos israelense e norte-americano concordaram em encarregar um general dos Estados Unidos para supervisionar o desarmamento do Hamas. A decisão ocorre após uma reunião entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o enviado americano Jared Kushner. Netanyahu disse que não vai retirar as tropas israelenses de Gaza antes dessa etapa.
Da mesma forma, Kushner também se reuniu diretamente com lideranças do Hamas, pra quem cobrou medidas que comprovem o desarmamento do grupo. Já o Hamas, por sua vez, pede que os EUA pressionem Netanyahu para destravar a segunda fase do plano de paz, justamente a retirada dos colonos do território palestino.
Só que enquanto essas negociações continuam, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, que coordena as polícias e os prisioneiros de guerra palestinos, voltou a causar polêmica ao defender publicamente a morte de “30 a 40” pessoas por noite em Gaza, por considerar que os palestinos não merecem viver, nas palavras dele.
Ele também defendeu de assentamentos judaicos na Faixa, propostas que especialistas em direito internacional classificam como possível limpeza étnica. Desde a trégua firmada em outubro, pelo menos 1.265 palestinos já morreram em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local. Ao todo, os ataques de Israel mataram 73 mil pessoas desde os ataques do Hamas contra o Estado judeu, em outubro de 2023.


