RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Estatina faz mal? Novo estudo publicado no The Lancet esclarece dúvidas sobre efeitos colaterais

Medo dos efeitos colaterais ainda leva muitos pacientes a questionar o uso de estatinas. Novo estudo publicado no The Lancet analisa 66 efeitos descritos nas bulas e esclarece o que realmente é causado pelo medicamento.

Você já pensou em parar aquele seu remédio para o colesterol, as estatinas, por medo dos efeitos colaterais? Alteração de memória, depressão, problemas no fígado. Quem já leu a bula sabe que a lista pode assustar. No consultório, essa é uma dúvida frequente. Alguns pacientes chegam a interromper o tratamento por conta própria.

Mas será que esses efeitos são realmente causados pelas estatinas?

As estatinas são medicamentos usados para reduzir o colesterol no sangue e são fundamentais na prevenção de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Estão em uso há quase 40 anos e estão entre as terapias mais estudadas da cardiologia. Diversos estudos já demonstraram que reduzem o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular.

Recentemente, em fevereiro de 2026, foi publicada na revista médica The Lancet uma metanálise intitulada “Adverse effects associated with statin therapy: a systematic review and meta-analysis of randomised trials”, com o objetivo de avaliar se os efeitos descritos nas bulas têm relação direta com o uso da medicação.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 150 mil pacientes incluídos em 23 estudos clínicos randomizados, comparando quem tomou estatina com quem tomou placebo, ou seja, quem não recebeu o medicamento.

Foto: Divulgação.

A análise mostrou que a maioria dos efeitos atribuídos às estatinas não teve relação causal com o tratamento. Não houve associação com alteração de memória, depressão ou distúrbios do sono.

Entre 66 efeitos avaliados, apenas 4 apresentaram aumento estatístico, e mesmo assim com diferença pequena. É importante considerar também o perfil de quem usa estatina. Em geral, são pacientes mais idosos, com mais comorbidades e que já apresentam maior risco de infarto e AVC.

Trata-se de um grupo que naturalmente tem mais eventos de saúde ao longo do tempo. Isso pode gerar associações que não significam, necessariamente, que o medicamento tenha causado aquele sintoma.

Quando a estatina é suspensa por medo, o risco cardiovascular aumenta. Interromper um tratamento comprovadamente eficaz pode trazer mais risco do que benefício. Antes de interromper qualquer medicação, converse com seu médico. Informação de qualidade protege o seu coração

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS