Fernanda Takai e John Ulhoa celebram os 30 anos de “Gol de Quem?” no ‘Vozes da Vez’

Poucas bandas brasileiras conseguiram construir uma identidade tão original quanto o Pato Fu. Misturando rock, pop, música eletrônica, humor e experimentação com absoluta naturalidade, o grupo mineiro atravessou gerações sem perder a curiosidade artística nem a capacidade de surpreender.

Grande parte dessa história passa pela parceria criativa de Fernanda Takai e John Ulhoa. Além de dividirem a vida, os dois compartilham há mais de três décadas ideias, canções, inquietações e uma maneira muito particular de enxergar a música. Fernanda, com sua voz imediatamente reconhecível e uma interpretação delicada e precisa; John, compositor, guitarrista e produtor, sempre atento às possibilidades que a tecnologia pode oferecer à criação.

Esta semana, os dois estiveram nos estúdios da NOVABRASIL para serem entrevistados por mim no programa Vozes da Vez ecelebrarem os 30 anos de “Gol de Quem?”, segundo disco da banda lançado em 1995 que marcou um ponto de virada na trajetória do grupo, ampliou sua presença no cenário nacional e ajudou a consolidar uma assinatura que reunia invenção, irreverência e canções capazes de conversar com um público amplo.

Fernanda Takai, Fabiane Pereira e John Ulhoa. Foto: Novabrasil.

No repertório estão faixas como “Sobre o Tempo”, uma das canções mais conhecidas e queridas da banda, além de “Mamãe Ama É o Meu Revólver”, “Vida Imbecil”, “Spoc” e a releitura de “Qualquer Bobagem”, dos Mutantes. Três décadas depois, o disco mantém o frescor e revela muito do espírito que acompanharia o Pato Fu nos anos seguintes: a liberdade de misturar referências, brincar com formatos e nunca aceitar caminhos óbvios.

Durante a entrevista, Fernanda Takai e John Ulhoa revisitaram os bastidores do disco, refletiram sobre as transformações do Pato Fu e falaram sobre o desafio de manter uma banda criativa, produtiva e relevante ao longo de tantos anos. A conversa também passou pelas mudanças no mercado da música, pelos novos modos de ouvir e produzir discos e pela relação entre artistas, gravadoras e plataformas digitais.

A inteligência artificial, cada vez mais presente nos processos de criação e circulação de conteúdos, também entrou no papo. Fernanda e John discutiram as possibilidades e os riscos dessa tecnologia, especialmente num momento em que autoria, remuneração e direitos autorais se tornaram questões urgentes para músicos e compositores.

Ouça abaixo:

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