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Festival Novabrasil aterrissa em Recife no próximo dia 15 de março

Tem estados que atravessam modas. E tem estados que atravessam o Brasil. Pernambuco é um deles. Volta e meia o país parece redescobrir Pernambuco. Agora, por exemplo, muita gente voltou os olhos pra lá por causa do filme O Agente Secreto, que tem levado o estado para o circuito internacional, para os debates, para os holofotes. Mas quem ama música brasileira sabe: Pernambuco sempre esteve presente, pulsando, inventando linguagem, oferecendo caminhos.

A música pernambucana não nasce do acaso. Ela nasce do chão quente, do litoral, do sertão, da rua, do terreiro, do carnaval, da resistência. Nasce do encontro e do conflito também.

É impossível falar de música brasileira sem passar por Luiz Gonzaga. O pernambucano Gonzaga não só criou um gênero: ele apresentou o Nordeste ao próprio Brasil com dignidade, complexidade e beleza. Ele fez do sertão um centro, não uma margem.

Depois vem Alceu Valença, que pega frevo, rock, psicodelia, poesia popular e transforma tudo em festa. Tem também Reginaldo Rossi, que cantou o amor popular sem ironia, sem vergonha, sem filtro. Ele entendeu antes de muita gente que cantar o povo é um gesto de coragem.

E quando Lia de Itamaracá gira, o Brasil inteiro gira junto. A ciranda dela é tempo estendido, é memória viva, é corpo coletivo. Lia não canta sozinha, ela nos convoca.

Pernambuco é excelência porque nunca teve medo de ser múltiplo. E isso fica ainda mais evidente quando a gente olha para a nova geração. Nada ali é ruptura vazia. Tudo é continuidade com invenção.

Eu poderia citar uma lista imensa de novos nomes da música brasileira nascidos em Pernambuco mas eu vou me citar apenas três: Almério esse artista que canta com uma entrega que rasga. Voz grande, sentimento sem economia, presença absoluta. Martins, outro nome da música que sabe transformar delicadeza em gesto político, mostrando que suavidade também é força. E Lucas Mamede um artista que traduz o Recife de hoje: urbano, sensível, atravessado pelo mundo, mas com os pés fincados no próprio território.

Esses três artistas vão estar na 1ª edição do FESTIVAL NOVABRASIL em Recife que vai acontecer no dia 15 de março, no Cais da Alfandega, na capital pernambucana.

É sobre isso, minha gente. Pernambuco não entrega apenas artistas. Entrega linguagem. Entrega visão de mundo. Entrega a certeza de que identidade não se copia. Talvez por isso o mundo esteja olhando atento Pernambuco, esse Estado que tem a capacidade de ser contemporâneo sem esquecer de onde veio. De ser universal sem perder o sotaque. Alô Recife, dia 15 de março, todo mundo no Festival Novabrasil Recife.

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