Sabe quando você encontra o som perfeito para te acompanhar durante uma viagem à praia? Essa é a sensação de ouvir as músicas de Flor Sophy, nome artístico de Flor de Maria Jorge — cantora e compositora carioca que cresceu entre o Brasil e os Estados Unidos.
Sua forma doce de cantar parece um sopro de brisa; seus arranjos lembram o balançar das folhas de uma árvore ao pôr do sol. Seu primeiro EP autoral, Prima, lançado em setembro de 2024, é uma obra intimista e diversa que mistura ritmos que vão do hip-hop ao R&B, do jazz à bossa nova, do pop ao funk, do lo-fi à MPB — reflexo de sua formação multicultural entre Los Angeles e o Rio de Janeiro, com letras que transitam entre o português e o inglês.
Flor iniciou sua carreira com o single “Sapiens”, um som em inglês que funde ancestralidade com poesia. Em seguida, “Macumbeira” revelou seu lado mais forte, conectado às raízes e à espiritualidade feminina.
Antes mesmo do lançamento do EP, Flor já havia marcado presença na cena musical ao participar de “Pra Melhorar” — canção de Marisa Monte, ao lado da própria Flor e de seu pai, que, por obra do destino e da história da música brasileira, é um dos maiores artistas do país: Seu Jorge. Ainda assim, sua música trilha seu próprio caminho.
Para entrar nesse universo sonoro, aqui vai uma playlist com sete músicas que revelam camadas do seu trabalho:
- 1. Sapiens – carta de apresentação que une ancestralidade e imaginação.
- 2. Macumbeira – poder feminino e raízes em batidas intensas.
- 3. Chega no Céu – introspecção e acolhimento sonoro.
- 4. Pra Melhorar (com Marisa Monte & Seu Jorge) – encontro de gerações e afeto musical.
- 5. NG4U – ritmo, presença de palco e frescor contemporâneo.
- 6. Swing – ousadia criativa entre grooves e poesia.
- 7. One Piece – celebração sonora que mistura brasilidade e experimentação.
Com olhar da música com consciência (@cantoraclara), o som de @florsophy representa o sonho de nossos ancestrais, onde uma artista negra pode e deve ocupar o espaço que quiser, ou seja, ter a liberdade de criar um som plural em que o povo preto se reconheça, seja guetos e vielas ou brindando a mais cara champanhe no topo de uma cobertura. Sua arte nos lembra que a MPB não é estática — ela é global.



