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Fóssil de tartaruga-gigante é encontrado no Acre

Pesquisadores brasileiros encontraram, na região de Boca dos Patos, em Assis Brasil, no Acre, um fóssil surpreendentemente bem preservado de uma tartaruga-gigante que viveu entre 10,8 e 8,5 milhões de anos atrás, durante o período Mioceno.

A carapaça, com cerca de 1,70 metro de largura, pertence à espécie Stupendemys geographicus — a maior tartaruga de água doce já registrada. Estima-se que o casco completo poderia chegar a 3 metros de comprimento.

A descoberta foi feita por uma equipe liderada pelos paleontólogos Carlos D’Apolito Júnior (Ufac) e Annie Schmaltz Hsiou (USP), no âmbito do projeto “Novas fronteiras no registro fossilífero da Amazônia Sul-ocidental”.

A região é conhecida por sua riqueza paleontológica, mas fósseis completos são extremamente raros. “Geralmente encontramos fragmentos isolados, principalmente de animais menores”, explica D’Apolito. A excelente preservação desse exemplar permite novas comparações com fósseis semelhantes encontrados em outros países, como a Venezuela, o que pode esclarecer se se trata da mesma espécie ou de uma variante amazônica. O achado foi comparado à descoberta do crânio do jacaré gigante Purussaurus brasiliensis em 1986, outro fóssil importante da fauna extinta da Amazônia.

O Mioceno foi um período caracterizado por clima mais quente e presença de grandes corpos d’água, cenário ideal para o desenvolvimento de megafauna aquática e terrestre. “Ao estudar fósseis dessa época, entendemos melhor como a biodiversidade amazônica se formou e como eventos climáticos moldaram sua história evolutiva”, afirma Hsiou. A descoberta reforça o papel da Amazônia como um dos maiores reservatórios de informações sobre a história natural do planeta.

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