Com a chegada dos dias mais frios, é comum sentir maior rigidez no corpo e o aumento das dores musculares e articulares. Segundo o fisioterapeuta Bruno Berselli Marinho, mestre em Fisiologia pela UNIFESP, isso não é coincidência: “O frio provoca diversas alterações fisiológicas, principalmente no sistema musculoesquelético, que favorecem o surgimento de dores e desconfortos”.
Por que o frio provoca mais dores
Em temperaturas baixas, ocorre a vasoconstrição, processo que reduz o calibre dos vasos sanguíneos e, consequentemente, o fluxo de oxigênio e nutrientes para músculos e articulações. “Essa redução de oxigenação somada ao acúmulo de metabólitos contribui para a sensação de dor e rigidez”, explica Marinho. O corpo também tende a contrair tecidos musculares e articulares para preservar o calor, o que limita a mobilidade e aumenta o risco de contraturas.
Pessoas com doenças crônicas, como artrose, artrite reumatoide e fibromialgia, costumam sentir maior desconforto no frio. Idosos e sedentários também estão entre os grupos mais vulneráveis. “Quem tem musculatura e articulações menos ativas tende a se enrijecer com maior facilidade”, alerta o especialista.

Como reduzir o desconforto
A fisioterapia preventiva e o pilates terapêutico são aliados importantes nessa época do ano. “Essas práticas melhoram a circulação, aumentam a flexibilidade, reduzem tensões musculares e fortalecem o corpo, prevenindo sobrecargas”, destaca Marinho. Além disso, ajudam a aliviar a dor e melhorar a disposição física e mental.
O fisioterapeuta também recomenda cuidados simples no dia a dia: manter o corpo aquecido, evitar longos períodos em posições estáticas, alongar-se pela manhã e à noite e manter-se ativo com caminhadas ou exercícios leves. “O frio não precisa ser sinônimo de dor. Com prevenção e cuidado, é possível atravessar essa estação com mais conforto e saúde”, conclui.



