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Hemorroidas: por que sangram e o que fazer para aliviar sem sofrimento

Ver sangue vermelho vivo no papel higiênico ou no vaso sanitário costuma gerar preocupação, mas nem sempre indica uma condição grave. Em muitos casos, o sintoma está associado às hemorroidas, um problema comum que pode causar sangramento, coceira, dor e sensação de inchaço na região anal.

De acordo com o médico cirurgião do aparelho digestivo Antonio Couceiro Lopes, as hemorroidas fazem parte da anatomia normal do corpo. “Todos nós temos almofadinhas de tecido e vasos no canal anal que ajudam a vedar melhor a saída de fezes e gases”, explica. O quadro passa a ser considerado doença quando essas estruturas inflamam, sangram, causam dor ou se exteriorizam.

A condição é frequente, especialmente entre adultos de 40 a 60 anos, e está fortemente relacionada aos hábitos intestinais. Esforço para evacuar, fezes endurecidas e longos períodos sentado no vaso sanitário estão entre os principais fatores associados. Constipação, episódios recorrentes de diarreia, baixa ingestão de fibras e, no caso das mulheres, gestação e pós-parto também aumentam o risco.

O sangramento geralmente aparece como sangue vermelho vivo durante ou após a evacuação. Outros sinais incluem coceira, secreção e a sensação de que algo sai e retorna ao canal anal. Já a dor intensa pode indicar complicações, como a trombose hemorroidária externa, caracterizada pela formação de um coágulo.

Apesar de comuns, os sintomas exigem atenção. Segundo o especialista, diferentes doenças intestinais também podem causar sangramento, o que torna necessária a avaliação médica para confirmação do diagnóstico.

Foto: Freepik.

Tratamento

O tratamento costuma começar com medidas conservadoras. Mudanças na alimentação e na rotina intestinal são, na maioria dos casos, o primeiro passo. A recomendação inclui aumento da ingestão de fibras, hidratação adequada, evitar esforço ao evacuar e reduzir o tempo no vaso sanitário.

Em algumas situações, pode ser necessário o uso de medicamentos para facilitar a evacuação. Casos mais avançados, com prolapso significativo, podem demandar intervenção cirúrgica. A hemorroidectomia tradicional segue como uma das opções mais eficazes para quadros mais graves.

Mesmo assim, o especialista destaca que cuidados simples continuam sendo fundamentais. Manter fezes macias, evitar esforço e não permanecer por longos períodos no vaso sanitário são medidas que ajudam tanto no tratamento quanto na prevenção.

Sinais como sangramento persistente, dor intensa, anemia, febre, perda de peso ou alterações recentes no hábito intestinal devem ser investigados por um profissional de saúde.

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